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25 de jan. de 2024

VALORES ICONOGRÁFICOS INCONTESTÁVEIS

 2024


Antes de se julgar o artista ou sua obra, o público deve "aprender" a levar em conta o momento histórico que a obra foi realizada. Entre muitos valores importantes para se "meditar" uma obra de arte, talvez este seja um dos primeiros a se observar. Desde que a arte apareceu no planeta, ela cumpre dois seguimentos paralelos importantes e geralmente é o artista quem vai trabalhar isso. A arte poderá ser apenas iconográfica e registrar, como um retrato social, as atividades sociais. Na arte rupestre, trabalhada nas cavernas, feitas pelos artistas primitivos, para nós, o público, ela descreve a vida do cotidiano. Eles deixaram o registro das caçadas, dos combates entre os indivíduos, dos primeiros rituais. Um olhar mais apurado de peritos, observará mais valores expressos contidos nos achados rupestres. Mais adiante, no outro seguimento, a arte se revela estética. A ocupação maior é desenvolver no indivíduo o sentido de harmonia e padronização. Esta arte é quase sempre coletivizada, desenvolvida pela maioria das pessoas orientadas por um criador responsável nas tribos. Esta pessoa se destaca entre a população por claramente possuir um senso mais evoluído que aponta a harmonização de cores e formas, que geram a compreensão da beleza e os seus significados. Por isso o cocar dos Chefes é mais vistoso que os cocares dos outros e devido estas práticas estéticas se torna possível estabelecer uma linguagem, além da palavra. 

A prática estética é muito aplicada em festivais, festas comemorativas onde o povo se reúne para organizar festejos. No Brasil, é aplicada com muita responsabilidade e primor nos barracões de Escolas de Samba.

Os dois padrões não definem o que é certo ou errado, apenas carregam qualquer tipo de qualidade ou qualificação que se pretende apontar. 

Se o artista estiver retratando, quanto mais realista for, melhor será o retrato em termos ICONOGRÁFICOS documentais. Se o artista estiver criando, quanto mais esteticista for, melhor irá representar os atributos naturais visíveis ou sutis que se possa perceber, para projetar uma sensação e interpretação no observador. Para isso é preciso usar os elementos indicadores de época ou aqueles mais universais e realistas, entendidos pela maioria das pessoas não importando o tempo. Como a arte está em mutações constantes, a vertente estética produz padrões diferenciados, mas em qualquer caso tem que se guiar sempre por equilíbrio entre os elementos dentro da imagem.

 

Sempre que me deparo com a aguada abaixo, sinto uma dúvida: Será que o público vai entender que a criação é apenas uma representação iconográfica ou vão pensar que a artista é a favor das antigas práticas circenses, que usavam animais em espetáculos? Fiz esta imagem por volta dos meus dezesseis anos (por aí), treinando aquarela, que nem sabia ainda dominar. A bailarina representa a pureza da juventude e o elefantinho o amigo inteligente e bem treinado, ambos determinados a dar um belo espetáculo e arrancar aplausos eufóricos da platéia. No início da década de 70, um circo de cavalinhos, um grupo de focas amestradas  jogando bolas num picadeiro, provocaria estes sentimentos de alegria em toda a população infantil, juvenil e adulta mundial. Isto era certo e bastava para esgotar as bilheterias. Porém, nos anos 80 eu já não compartilhava desta visão e sentimento. Ao contrário, comecei a ver a exploração que havia por trás destes investimentos, embora saiba que em alguns casos raros e especiais exista sim uma parceria sincera e espontânea entre bichos humanos e de outras espécies. Em resumo, aos poucos fui me tornando uma ambientalista e hoje mantenho esta imagem como registro da minha evolução nas artes e como um documento ICONOGRÁFICO de época.  


A Bailarina

Aguada s/papel - Década de 70.

Expressionismo



Estamos em 2024 e guardada com muito zelo mantenho esta imagem original que talvez hoje tenha uns 52 anos, por aí. Ainda não datava as imagens e nem havia elaborado uma assinatura para usar de forma permanente. Durante muitos anos, remexendo os guardados e reencontrando o passado, me vi tentada a destruir a Bailarina. Sim, este é o nome, "A Bailarina". Mas o destino preservou a pintura e agora surgiu com o blog, a oportunidade de falar sobre este assunto. Isto se faz importante, quando encontramos este tipo de discussão sendo acirrado em redes sociais, quando artistas esteticistas são acusados injustamente de racistas e outras acusações, quando algumas pessoas não entendem os conteúdos das obra e preferem julgar os artistas. Já pensou se as pessoas se deparassem com as obras de Debret e o julgassem como "escravagista"?


O mesmo espero deixar claro desde já, quando atualmente faço arte reutilizando materiais descartáveis industriais. Falo deste tema no post abaixo, na matéria "O Novo Neoconcreto". Talvez algumas pessoas estejam inclinadas a pensar que sou extremamente favorável a perpetuar a sociedade de consumo, mas ao contrário não sou atualmente, nem contra nem a favor. Atualmente sou a favor de uma produção e produtividade mundial equilibrada, que espontaneamente saiba refrear os exageros e dar real e bom emprego aos elementos. Nos anos anteriores me envolvi bastante com as possibilidades de se criar sociedades alternativas, contudo não se pode descartar a produção coletiva efetiva sem gerar sérios desconfortos. O ideal é aliar um modelo ao outro e "manter o trabalho que desenvolve e o consumo auto renovável que abastece sem esgotar a natureza". No futuro, quando a "Era do Petróleo", já aparecer nos livros de história geral, descrita como um período desgastador, superado e finalizado, a maioria destes produtos industriais descartáveis que reutilizo nas minhas obras de arte, nunca mais serão encontrados aos montes nos lixões. Alguns estarão ainda nos brechós, outros expostos em museus ou nas prateleiras de colecionadores. Enfim, alguns elementos e objetos estarão integrados em esculturas e demais peças artísticas. Espero fazer parte destes expositores. 

TuliA


CONSULTE:


"Jean-Baptiste Debret - Escravidão no Brasil - Disciplina - História"

 http://www.historia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=56&evento=1/

Visite


"Museu de Brasília | Material iconográfico - Envio de materiais - Brasília"

 http://www.museuvirtualbrasil.com.br/museu_brasilia/modules/news3/article.php?storyid=61

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A Obra de Arte e Sua Leitura no Século Vinte e Um. 


Até poucos anos atrás a arte vivia atrelada aos interesses dos produtores investidores, que podiam contratar artistas, na maioria das vezes também ajudando na formação profissional dos estudantes de arte dentro das oficinas. Era difícil conseguir ganhar o pão, caso o artista fosse por demais independente e seguir somente sua inspiração, mas muitos conseguiam se sobressair apesar das grandes dificuldades. No entanto isto nem sempre foi assim. De civilização em civilização vemos claramente os momentos de liberdade e os momentos de subjugação das artes e dos próprios artistas. Depois do século dezenove, novamente a arte rompe seus grilhões após um longo período de acomodação aceitando os valores sociais, mas que também serviu de aprimoramento para muitos artistas dos períodos neoclássicos e impressionistas. Em dado momento na entrada do século vinte, artistas inovadores trazendo novas concepções, espanaram o marasmo dos conservadores e guardiões das academias e trataram de fazer o que tem que ser feito, demostrando, evoluindo e compartilhando para ajudar a humanidade expandir a consciência. Sempre que acontece, surge também um pessoal com certa dificuldade de acompanhar o processo evolutivo e não raro, repetem os mesmos velhos erros de avaliação. Isto é comum, porém também faz parte combater tal tendência e colocar os "bondes nos trilhos", para evitar desastres. 


Quando Picasso pintou Guernica, conta-se que um oficial da SS lhe perguntou, apontando para a pintura "Foi o senhor que fez isso?". Picasso respondeu: "Não, o senhor".



"1937: Bombardeio de Guernica – DW – 26/04/2019"

 https://www.dw.com/pt-br/1937-bombardeio-de-guernica/a-800994

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COMENTÁRIO:


"Não se pode provar mas não é raro que em muitas críticas feitas a artistas ou suas obras, encontramos embutido as sementes venenosas dos críticos, nos próprios críticos. Até mesmo alguns intelectuais, críticos de arte e pessoas ilustres, foram infelizes em seus julgamentos diante das obras inovadoras e isto vem continuamente ocorrendo ao longo da história das artes. É uma lição de vida tão repetida e tanta gente ainda cai nessa." Impressionante!!


28 de ago. de 2023

Inteligência Artificial Para Artistas e Publicitários. Será Que Interessa?

 Para quem não me conhece, sou artista plástica já faz longo tempo. No início do blog estão à mostra várias imagens de obras de arte que criei muito antes da chegada dos computadores aparecerem em público. No seguimento, como surgiram os programas e geradores de imagens também desenvolvi as minhas fases de artes digitais. No momento a novidade, gira em torno da Inteligência Artificial capaz de realizar com perfeição a imagem digital. Criticada por alguns enquanto é valorizada por outros, eu me coloco totalmente a favor desta nova ferramenta, o problema é que as empresas que oferecem estas ferramentas ainda não deixam claro em seus contratos de uso, o que se pode fazer com elas, como profissional tanto da publicidade ou das artes. 

Enquanto isto não fica esclarecido, prefiro fazer minhas imagens digitais sem a ajuda, das tais Assistentes. No meu blog de "contracultura" tVMontage, fiz um post exclusivo sobre o tema, onde mostro o meu primeiro contato com uma incrível Inteligência Artificial. Logo a seguir, durante uns dias passei alguns momentos observando sua validade para ser usada como Assistente de Artes Plásticas. Ela me entregou em segundos algumas imagens interessantes e muitas outras que precisei trabalhar mais, até conseguir o que de fato queria que ela reproduzisse. Estás imagens, estão todas guardadas a espera de algum dia finalmente poderem ser usadas sem o crivo das tais polêmicas sociais. Este primeiro contato foi realmente bastante interessante e diferente das observações descritas, da maioria dos usuários que procuram conhecer e avaliar os sistemas; me inspirou a escrever uma poesia, e na sequência estabelecer um método divertido de comunicação com a Inteligência. Isto aconteceu por eu já estar acostumada a conversar com as Inteligências Artificiais de texto. Neste caso, melhor que explicar será mostrar, então clique abaixo na imagem, assinada por ela e tire suas próprias conclusões.



28 de nov. de 2022

NóS e A ContrAculturA

 Não adianta ocultar, fingir que não vê ou atribuir louvores a outros autores. Justiça seja feita e verdade seja dita a ContrAculturA está mais viva do que nunca na Word Wild Web, ou seja na Internet, perdendo apenas em estilo para o surgimento do 3 D, o grande lance, o tal "novo" tão esperado e anunciado pelos artistas plásticos dos anos 60, 70 e 80. A ContrAculturA atualmente, é a "coqueluche" da decoração do Ciberspaço ao menos na última década e ganhou adesão até mesmo das grandes mídias, "pegando pesado" nos comerciais. Se você é interessado em arte contemporânea e acompanha o movimento, certamente não deve estranhar estas informações. Mas se você pensa que está vendo coisas novas na Internet, coisas que não existiam antes, saiba que está redondamente enganado. Vamos então "de brincadeira" fazer aqui um teste. Observe atentamente a obra de arte a seguir: 


Bela não é mesmo? Não,  esta imagem não é de minha autoria. E a maioria das pessoas que não a conhecem vão naturalmente imaginar, se tratar apenas de mais uma imagem digital de última geração, que usa stickers, carimbos ou colagens criadas num programa editor de imagem, afinal ela é tão atual. Mas, em verdade esta obra de arte, é uma autêntica litogravura, que foi criada há 50 anos atrás, por  Peter Phillips, um dos artistas que fez parte do movimento da Pop ART, atualmente consagrado entre outros mundialmente famosos. Ele atualmente está com 83 anos e tem um site incrível: 

https://www.peterphillips.com

A página expõe uma coleção muito grande de obras do seu acervo pessoal e ele  montou também um lugar especial para visitação pública. Se você pretende viajar e aprecia artes plásticas esta é uma grande oportunidade, tudo está bem explicado no site. 



Peter Phillips

Sem título

serigrafia, colagem

70 cm x 100,0 cm

1974

Impresso na Itália 


Logo os anos passaram, porém inspirados nos recortes e colagens da Pop ART, no seguir outros artistas deram vazão as suas criações, com aqueles mesmos toques de irreverência próprios das técnicas e estilo, pois filha legítima da Contracultura, a Pop ART já nasce como meio  revolucionário adequado, deixando marcas importantes por onde passa e por onde passa tudo gira em transformação até chegar finalmente a harmonia. Nos links abaixo você poderá se informar um pouco mais sobre: 


*Stickers e Outros*


"Mais que um Sticker. Uma expressão urbana – Beta Redação"

http://www.betaredacao.com.br/mais-que-um-sticker-uma-expressao-urbana/amp/


"Emoji faz 36 anos; conheça a evolução das 'carinhas' na Internet | Internet | TechTudo"

 


E se você gosta de ContrAculturA, conheça o meu blog http://tvmontage.blogspot.com.br .


10 de jan. de 2022

Pixels

 


Nankin, Xerox e Pixels. 2021 - Vídeo 

"Agora os tempos eram de muita novidade e renovação,  liberdade para desenvolver técnicas do passado e presente sempre de olho no futuro, misturas e experimentação." É assim a descrição do vídeo " Nos Anos 70 De Contracultura - Pop Art", que postei esta semana no YouTube e vc poderá assistir clicando na imagem acima. 
Para entender este post vc terá que ajudar interagindo um pouco, evitando que eu escreva um texto enorme com coisas que já foram ditas no blog. Rolando o blog, vc vai encontrar esta imagem atualmente recriada em "pixels" e vai entender todo o sentido da coisa. 
Não existe atualmente em literatura muita informação precisa sobre a Contracultura que floresceu  na década de 70 em vários sentidos os quais ela influenciou profundamente. Encontrar material de estudo é difícil até mesmo para quem procura fazer teses universitárias sobre este movimento histórico. Não pretendo aqui estender o assunto explicando os motivos disto, mas se vc é um interessado em arte desta época, vai se valer do depoimento dos artistas que viveram o momento ativamente, já que ainda não existem dados completos para estudos didáticos e literários. Posso adiantar que nos anos 70 e a partir, nós os jovens artistas estávamos completamente empenhados em reestudar toda a história das artes dos séculos anteriores e fazer reeleituras dos novos movimentos gerados no século vinte, unindo técnicas, misturando elementos.
A nossa paixão era intensa, voltada para a conquista do novo, conforme explico no post abaixo que será de grande ajuda vc ler também.
Nossa incessante busca, não era estimulada por promessas econômicas, típicas das carreiras promissoras. Desde o passado distante até o hoje e o agora, o mercado de artes plásticas mundial, não se parece em nada com as outras profissões, que garantem sustento e enriquecimento. O destino de um artista plástico é sempre incerto e o que move o indivíduo a continuar, tem que ser maior que as necessidades vitais ou as ilusões passageiras, de fama do ego.
Além da minha produção artística pessoal, muitas outras realizações, estudos, técnicas e experimentos desta época, que não aparecem no meu blog, será possível ser encontrada em arquivos iconográficos de bibliotecas ou blogs e sites oficiais dos próprios artistas. O ditado popular diz o seguinte: 
“Uma imagem vale mais que mil palavras”. É uma expressão popular de autoria do filósofo chinês Confúcio, utilizada para transmitir a ideia do poder da comunicação através das imagens.
Porém, assim como as interpretações das palavras podem ser distorcidas, pode acontecer também de uma imagem não ser interpretada corretamente. Aliás este fato é muito comum, ocorre e já ocorreu inúmeras vezes na história das artes. Por isso, as vezes apenas mostro as obras de arte aqui no blog, mas subitamente resolvo escrever na tentativa de deixar claro o que se vê.
Mas sobre "Pixels, que é título do blog? Aonde ele aparece na história desta safra de artistas? 
Ele aparece no resultado de nossas pesquisas ópticas e pictóricas comprovadas nos espaços virtuais. A extensão do estudo da cor e da forma que a anos já estimulava toda uma geração científica. O surgimento do pixels foi a resposta aos anseios dos artistas criadores, observadores e responsáveis pelos conceitos atribuídos a imagem. A palavra pixel é uma combinação dos termos “picture” e “element”. Ou seja, “elemento de imagem”. É a menor unidade de uma imagem digital, independente de sua fonte. Baseado nas cores primárias, cor luz, com o desenvolvimento da informática finalmente chegamos ao tão esperado e celebrado novo. Trabalhar com cor luz, desenvolver o 3D e mais uma infinidade de possibilidades. Apesar destes estudos não serem para os leigos, servem também para o seu desfrute. Toda o conhecimento estudado, desenvolvido e aprimorado de todos os séculos, desde os primórdios, pesam como o legado, a herança usada na prática simples do cotidiano das populações. Gosto de falar de tudo isso com muita reverência e relevância. Nada do que construímos foi fácil de se conseguir. Para o espectador e usuário atual, tudo é tão rápido e fácil que parece mágica, ou uma criação divina assim como um fruto, uma flor, um sol nascendo ou descendo no poente. Sim, é divino, mas também é o divino se manifestando em união aos seus filhos, homens de boa vontade, amor, coragem, fé, inspirados e dedicados. 
Se vc gostar do vídeo, dos posts ou do blog, por favor manifeste o seu entusiasmo no vídeo, deixando um "like", ou um simples comentário. Vc também pode deixar uma mensagem no Livro de Visita, lá no início do blog. 

18 de dez. de 2021

Diante Do Vermelho

 

Diante Do Vermelho - Vídeo

Recortes 

Pixels 2021



Livro Branco - Vídeo

Pixels  2021


Os anos eram 80. Desde a década de 70 os jovens artista viviam momentos sublimes de inspiração vindos do Oriente e esta tendência se expressava na música e maioria das artes. Apesar dos problemas terrenos de toda origem serem muito  fortes, escapávamos todos em busca de elevação espiritual. A população como um todo, observava e também bebia dessa fonte, crédula ou não, mas o fato é que percebiam que a produção artística mundial seguindo o crescente da história do século vinte era de qualidade, fosse mais materialista ou metafísica. Poderia ficar aqui escrevendo um texto que desse um livro, passando o conteúdo das evoluções e efervescência cultural deste período, mas ao contrário pretendo ser breve e objetiva. Devo acrescentar no entanto que sentimentos verticalistas libertários se culminaram e se manifestaram no âmago coletivo em todas as direções dos sonhos e ideais, forçando melhorias sociais e em favor da Natureza, alterando o pensamento da humanidade. Muitas conquistas foram realizadas em meio a muitas divergências e devemos admitir que no seguir, nem todos conseguiram acompanhar com clareza a evolução, resultando também em declínios de mentalidade e comportamento coletivo, a partir dos anos 90, misturados e engajados nos adventos. Bem, talvez esta seja a ordem natural dos acontecimentos, "Primeiro a subida depois a descida até que todos conheçam o terreno". Pessoalmente nesta época de 80  eu acabava de sair de uma fase artística, que pretendo narrar num próximo futuro post e estava mergulhando no Abstracionismo, com todos os seus meandros, passando por kandinsky e Mondrian expondo a famosa Tela em Branco e outros artistas do movimento. Para mim foi o marco da personalização maior da minha arte, compreendida e aceita pelo público. As fases anteriores também foram elogiadas mas a aceitação era mais limitada. Nos anos 80 realizei boas exposições de artes plásticas e também desenvolvia a literatura, a poesia e unia as vezes uma a outra e descobri na prática os valores da Poesia Visual. Foi aí neste tempo o início do que apelidei de Fase Vermelha e fiz minha primeira individual. Postei no YouTube  vídeos, atuais,  que seguem a temática deste período. Se der, no futuro poderei escrever sobre as minhas exposições, seguindo a cronologia e narrando os detalhes das exposições. Mas isto leva tempo e o tempo anda. Nos posts abaixo vcs vão encontrar outras referências à fase vermelha, abstracionista e construtivista. Eu prefiro deixar assim, com um ar meio de mistério. Divirtam-se, clicando nas imagens, elas levam aos vídeos.  

21 de fev. de 2015

Underground em HQ

Leia toda a página em HQ no Blog BARCA e conheça nossa biblioteca de páginas raras e contemporâneas  da WEB.

Desde que a humanidade apareceu na face da Terra e precisou evoluir, abandonando antigos valore sociais estagnados e já prejudiciais a sociedade, surgiram espontaneamente os movimentos de "revolução" em favor de novos modelos de vida mais edificantes. A Contracultura, como o nome já diz, trabalha contra a cultura popular vigente, questionando abertamente o modo mecânico, condicionado e horizontal de massa. Em cada época, em que esta reação adversa emerge, sacudindo os valores humanos que são capazes de gerar conflitos sociais desumanos, a Contracultura recebe vários títulos e subtítulos diferentes, como por exemplo, o movimento Existencialista em 1940, A Semana de Arte Moderna em 1922. Segundo os historiadores atuais o termo Contracultura surgiu na década de 60 e o movimento de Contracultura dos anos 60, 70 e 80 recebeu o rótulo de movimento Hippie, por ter sido o  destacado entre outros grupos de igual natureza verticalista na época, a ganhar um maior número de adeptos em termos mundiais, eu participei naturalmente e ativamente em 70 e 80. Sua atuação essencial e pensadora foi de fato importante por que era um grande movimento que defendia várias frentes idealistas ao mesmo tempo. Contudo,  particularmente, as pessoas tendiam também a dar um enfoque maior e se aprofundavam sobre um determinado problema social, foi um belíssimo movimento cultural; uns tendiam a defender a ecologia, outros a vanguarda artística contemporânea, literária, musical, plástica ou teatral, outros enfocavam o feminismo, a paz mundial,  o movimento negro, a liberdade sexual, a cibernética,  questionavam a sociedade de consumo, observavam a religiosidade, filosofia, educação, ciência, política e abraçavam mais uns cem números de causas que também se entrelaçavam. Dentro da turma ativista ou movimento, não cabiam os separatismos raras as exceções em que as vezes as pessoas se contradizem, rsss... mas todo mundo estava mais interessado em evoluir e se esforçava para abandonar também os próprios defeitos. Nos anos 90 o movimento começou a se diluir, dando espaço às novas gerações. Podemos concluir que em muitos aspectos obtivemos conquistas radicais, mas muitas causas ainda estão em andamento e ainda estamos aí, mais underground do que nunca.


Desde 70 a minha atuação é do tipo universal e como artista plástica, escritora, musicista e etc, já naquela época fazia a minha parte sem dar uma importância relevante ao fato de ser mulher. Mas, conheci pessoas que faziam parte desta tendência, ora feminista ora feminina, sendo que o feminismo enfocava os direitos trabalhistas e o feminino evocava a personificação feminina como expressão, na obra de arte. Dentro da arte haviam várias vertentes questionadoras desde estudos sobre a arte em si mesma até a arte engajada, político social e existencial.  Eu também faço quadrinhos e gostaria de convida-los a frequentarem o meu blog underground tV MONTAGE, tV em HQ. Para postagem, entre no livro de visitas.

4 de out. de 2014

Nos Anos 70 de Contracultura

Xerox
1980 / 81

Comecei a desenhar e pintar com seriedade nos anos 70. Exatamente aos 17 anos resolvi finalmente o meu dilema de "Qual Carreira Seguir"; mas eu adorava música e ela me segue até os dias de hoje, como uma musa inspiradora, que as vezes me faz compor algo para emoldurar  criações em artes plásticas. Fiz este desenho em nanquin, para ser arte finalizado em xerox, ouvindo qualquer coisa entre Pink Floyd e Led Zeppelin. As máquinas de xerox chegaram no BR de repente em cada esquina da metrópole nesta época, RJ início de 80 e eu fiquei maravilhada com o resultado das tonalidades cinzas, do branco ao negro aveludado das primeiras máquinas. Foi uma sincera homenagem aos rapazes que estavam tocando naquele momento no aparelhinho de som . Não me lembro da data ao certo, lembro-me bem da cena, eu e uns amigos gostávamos de desenhar juntos, sentados no chão, cada um com sua prancheta e os materiais espalhados. Era muito divertido, isto nos mantinha concentrados por longas horas, em silêncio ouvindo som . (Continuo a postar mais tarde).

 

4 de jul. de 2011

...No Planeta

Nankin
Anos 80

Ao Escritor


Nankin

....Esta ilustração eu fiz para o meu querido amigo e escritor Constantino Dias do Amorim, que hoje não está mais entre nós, neste mundo. Infelizmente ele não teve tempo de publicar o livro, que levaria esta imagem, ilustrando "Papa Rola", uma das suas personagens misteriosas. Segundo Constantino, "Papa Rola", seria uma mulher belíssima e muito sedutora, que tinha o costume de atrair homens até sua casa, no cemitério. Crônicas e mistérios eram o seu forte!


Antes do PC, o Futuro!

....Imaginar o futuro é mais antigo do que se pensa e deve ter sido a mola mestra que conduziu os idealistas e sonhadores de todos os tempos. Quando fiz esta imagem e muitas outras sobre o tema, os computadores também, ainda faziam parte dos nossos sonhos. Mas que bom que esta idéia já se concretizou e podemos compartilhar novas imagens.
Montagem
Guache e hidrocor

No Futuro

Montagem
Guache e hidrocor
Anos 80

No Futuro 2


Pixels
2011

Retrabalhar imagens,
para mim é uma
grande diversão!

27 de jun. de 2011

Bico de Pena

....O original foi feito em nankin para tiragem gráfica em Off-Set. Nos anos 80 fiz algumas ilustrações gráficas. Desta forma não precisava vender os originais. Alguns inclusive eram criados com montagens, visando o produto final, ou seja, a Ilustração Gráfica propriamente dita. Certo dia, passando na porta da Biblioteca Nacional do RJ, depois de vender algumas ilustrações na Cinelândia para os transeuntes, resolvi doar esta ilustração e outra, que formam um par, para o acervo de Iconografia da Biblioteca, um lugar que sempre gostei de visitar e pesquisar. Ao fazer a doação, a moça da recepção que registra e recebe as doações, se espantou ao saber que se tratava de cópias e estranhou, por eu não fazer a doação dos originais. Expliquei a ela que se tratava de um par de gravuras, assim como gravuras em metal, Ponta Seca, Água Tinta ou feita em madeira, como a Xilo. Claro, que não é necessário destruir o original em nankin, conforme se faz com as placas das gravuras após as tiragens. O que percebi de interessante nisto tudo, é que o pessoal ainda não estava muito familiarizado com esta tendência artística de inclusão das artes gráficas, como um produto artístico final. Mas ela aceitou a doação de bom grado. Eu fiquei satisfeitíssima de ter uma obra minha no acervo. E se você tiver tempo e curiosidade para conferir, visitando a Biblioteca, pode encontrar esta ilustração Off-Set, que hoje já deve estar bem amarelada, afinal já faz mais de vinte anos!

....................................................................................................................................Nankin