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30 de abr. de 2024

Brincadeiras De Papel e Início Da Internet

 


Quando comecei a frequentar a Internet, em 2001, não foi exatamente para apresentar minhas artes digitais. Para mim, tudo era novo e um deslumbre navegando e descobrindo as misteriosas paragens da web. Quanto a minha arte, naquela época o meu interesse era divulgar e distribuir os brinquedos de papel que eu desenhava à mão e escaneava. Enquanto isso, também começava a baixar no PC os primeiros programas de desenho, pra aprender a usar. Por isso, se você já conhece os meus blogs, acompanha posts e sabe das minhas atividades, mas talvez não saiba que eu tenho uma página exclusiva de Brinquedos de Papel; caso você tenha filhos, amigos e filhos de amigos naquela doce e tenra idade na qual as crianças adoram pintar, recortar, colar e se divertir com a magia do bom papel picado, estou hoje postando novamente o link da página, que leva aos álbuns de brinquedos: 


Existe uma outra página que também leva ao Clube Montage Brinquedos de Papel, que foi basicamente um dos primeiros posts sobre esta ideia e conta um pouco da história do seu lançamento. Fica bem no início remoto do blog. Quer prestigiar? Você pode clicar aqui e depois voltar: 



Apesar de frequentar a Web , a Internet ainda me fascina, pois está sempre em ebulição e para mim, hoje, é como uma jovem adolescente no seu período de puberdade,
que em certos momentos parece madura e responsável porém volta e meia se comporta como uma garotinha. Eu tenho mania de registrar os meus momentos e os momentos de transformação da Web e lendo alguns posts anteriores você vai encontrar a indicação e a seguir comentários sobre páginas que já foram desativadas pelos seus criadores. Gosto de explicar um pouco sobre estas súbitas e inesperadas mudanças.
Além dos brinquedos, tem um blog "artístico" que talvez você não conheça e se você for como eu, uma saudosista curiosa que guarda recortes aqui do Ciberespaço, este blog agora é um local de recordações. Você vai se divertir vendo um monte de pequenos vídeos e gifs experimentais. São as primeiras edições que realizei, aprendendo como fazer animações. Nossa, como eu gostava de fazer isso!

""O CONTO NO SLIDE"" 


Querendo mesmo tomar um pouco mais do seu tempo, se você estiver gostando, sugiro que entre no meu perfil e conheça alguns dos meus blogs, que você nunca visitou. Aposto que terá algumas surpresas. Você logo vai notar que é uma lista de variedades, também voltada a outros blogueiros que garimpei e indico como jóias da Internet.

Valeu a visita!

TCP



25 de jan. de 2024

VALORES ICONOGRÁFICOS INCONTESTÁVEIS

 2024


Antes de se julgar o artista ou sua obra, o público deve "aprender" a levar em conta o momento histórico que a obra foi realizada. Entre muitos valores importantes para se "meditar" uma obra de arte, talvez este seja um dos primeiros a se observar. Desde que a arte apareceu no planeta, ela cumpre dois seguimentos paralelos importantes e geralmente é o artista quem vai trabalhar isso. A arte poderá ser apenas iconográfica e registrar, como um retrato social, as atividades sociais. Na arte rupestre, trabalhada nas cavernas, feitas pelos artistas primitivos, para nós, o público, ela descreve a vida do cotidiano. Eles deixaram o registro das caçadas, dos combates entre os indivíduos, dos primeiros rituais. Um olhar mais apurado de peritos, observará mais valores expressos contidos nos achados rupestres. Mais adiante, no outro seguimento, a arte se revela estética. A ocupação maior é desenvolver no indivíduo o sentido de harmonia e padronização. Esta arte é quase sempre coletivizada, desenvolvida pela maioria das pessoas orientadas por um criador responsável nas tribos. Esta pessoa se destaca entre a população por claramente possuir um senso mais evoluído que aponta a harmonização de cores e formas, que geram a compreensão da beleza e os seus significados. Por isso o cocar dos Chefes é mais vistoso que os cocares dos outros e devido estas práticas estéticas se torna possível estabelecer uma linguagem, além da palavra. 

A prática estética é muito aplicada em festivais, festas comemorativas onde o povo se reúne para organizar festejos. No Brasil, é aplicada com muita responsabilidade e primor nos barracões de Escolas de Samba.

Os dois padrões não definem o que é certo ou errado, apenas carregam qualquer tipo de qualidade ou qualificação que se pretende apontar. 

Se o artista estiver retratando, quanto mais realista for, melhor será o retrato em termos ICONOGRÁFICOS documentais. Se o artista estiver criando, quanto mais esteticista for, melhor irá representar os atributos naturais visíveis ou sutis que se possa perceber, para projetar uma sensação e interpretação no observador. Para isso é preciso usar os elementos indicadores de época ou aqueles mais universais e realistas, entendidos pela maioria das pessoas não importando o tempo. Como a arte está em mutações constantes, a vertente estética produz padrões diferenciados, mas em qualquer caso tem que se guiar sempre por equilíbrio entre os elementos dentro da imagem.

 

Sempre que me deparo com a aguada abaixo, sinto uma dúvida: Será que o público vai entender que a criação é apenas uma representação iconográfica ou vão pensar que a artista é a favor das antigas práticas circenses, que usavam animais em espetáculos? Fiz esta imagem por volta dos meus dezesseis anos (por aí), treinando aquarela, que nem sabia ainda dominar. A bailarina representa a pureza da juventude e o elefantinho o amigo inteligente e bem treinado, ambos determinados a dar um belo espetáculo e arrancar aplausos eufóricos da platéia. No início da década de 70, um circo de cavalinhos, um grupo de focas amestradas  jogando bolas num picadeiro, provocaria estes sentimentos de alegria em toda a população infantil, juvenil e adulta mundial. Isto era certo e bastava para esgotar as bilheterias. Porém, nos anos 80 eu já não compartilhava desta visão e sentimento. Ao contrário, comecei a ver a exploração que havia por trás destes investimentos, embora saiba que em alguns casos raros e especiais exista sim uma parceria sincera e espontânea entre bichos humanos e de outras espécies. Em resumo, aos poucos fui me tornando uma ambientalista e hoje mantenho esta imagem como registro da minha evolução nas artes e como um documento ICONOGRÁFICO de época.  


A Bailarina

Aguada s/papel - Década de 70.

Expressionismo



Estamos em 2024 e guardada com muito zelo mantenho esta imagem original que talvez hoje tenha uns 52 anos, por aí. Ainda não datava as imagens e nem havia elaborado uma assinatura para usar de forma permanente. Durante muitos anos, remexendo os guardados e reencontrando o passado, me vi tentada a destruir a Bailarina. Sim, este é o nome, "A Bailarina". Mas o destino preservou a pintura e agora surgiu com o blog, a oportunidade de falar sobre este assunto. Isto se faz importante, quando encontramos este tipo de discussão sendo acirrado em redes sociais, quando artistas esteticistas são acusados injustamente de racistas e outras acusações, quando algumas pessoas não entendem os conteúdos das obra e preferem julgar os artistas. Já pensou se as pessoas se deparassem com as obras de Debret e o julgassem como "escravagista"?


O mesmo espero deixar claro desde já, quando atualmente faço arte reutilizando materiais descartáveis industriais. Falo deste tema no post abaixo, na matéria "O Novo Neoconcreto". Talvez algumas pessoas estejam inclinadas a pensar que sou extremamente favorável a perpetuar a sociedade de consumo, mas ao contrário não sou atualmente, nem contra nem a favor. Atualmente sou a favor de uma produção e produtividade mundial equilibrada, que espontaneamente saiba refrear os exageros e dar real e bom emprego aos elementos. Nos anos anteriores me envolvi bastante com as possibilidades de se criar sociedades alternativas, contudo não se pode descartar a produção coletiva efetiva sem gerar sérios desconfortos. O ideal é aliar um modelo ao outro e "manter o trabalho que desenvolve e o consumo auto renovável que abastece sem esgotar a natureza". No futuro, quando a "Era do Petróleo", já aparecer nos livros de história geral, descrita como um período desgastador, superado e finalizado, a maioria destes produtos industriais descartáveis que reutilizo nas minhas obras de arte, nunca mais serão encontrados aos montes nos lixões. Alguns estarão ainda nos brechós, outros expostos em museus ou nas prateleiras de colecionadores. Enfim, alguns elementos e objetos estarão integrados em esculturas e demais peças artísticas. Espero fazer parte destes expositores. 

TuliA


CONSULTE:


"Jean-Baptiste Debret - Escravidão no Brasil - Disciplina - História"

 http://www.historia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=56&evento=1/

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"Museu de Brasília | Material iconográfico - Envio de materiais - Brasília"

 http://www.museuvirtualbrasil.com.br/museu_brasilia/modules/news3/article.php?storyid=61

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A Obra de Arte e Sua Leitura no Século Vinte e Um. 


Até poucos anos atrás a arte vivia atrelada aos interesses dos produtores investidores, que podiam contratar artistas, na maioria das vezes também ajudando na formação profissional dos estudantes de arte dentro das oficinas. Era difícil conseguir ganhar o pão, caso o artista fosse por demais independente e seguir somente sua inspiração, mas muitos conseguiam se sobressair apesar das grandes dificuldades. No entanto isto nem sempre foi assim. De civilização em civilização vemos claramente os momentos de liberdade e os momentos de subjugação das artes e dos próprios artistas. Depois do século dezenove, novamente a arte rompe seus grilhões após um longo período de acomodação aceitando os valores sociais, mas que também serviu de aprimoramento para muitos artistas dos períodos neoclássicos e impressionistas. Em dado momento na entrada do século vinte, artistas inovadores trazendo novas concepções, espanaram o marasmo dos conservadores e guardiões das academias e trataram de fazer o que tem que ser feito, demostrando, evoluindo e compartilhando para ajudar a humanidade expandir a consciência. Sempre que acontece, surge também um pessoal com certa dificuldade de acompanhar o processo evolutivo e não raro, repetem os mesmos velhos erros de avaliação. Isto é comum, porém também faz parte combater tal tendência e colocar os "bondes nos trilhos", para evitar desastres. 


Quando Picasso pintou Guernica, conta-se que um oficial da SS lhe perguntou, apontando para a pintura "Foi o senhor que fez isso?". Picasso respondeu: "Não, o senhor".



"1937: Bombardeio de Guernica – DW – 26/04/2019"

 https://www.dw.com/pt-br/1937-bombardeio-de-guernica/a-800994

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COMENTÁRIO:


"Não se pode provar mas não é raro que em muitas críticas feitas a artistas ou suas obras, encontramos embutido as sementes venenosas dos críticos, nos próprios críticos. Até mesmo alguns intelectuais, críticos de arte e pessoas ilustres, foram infelizes em seus julgamentos diante das obras inovadoras e isto vem continuamente ocorrendo ao longo da história das artes. É uma lição de vida tão repetida e tanta gente ainda cai nessa." Impressionante!!


3 de jan. de 2024

O Novo Neoconcreto

 















Cortinado e Janela Ao Luar

Autor: TuliA
Construtivismo Neoconcreto
Fase: Objetos Leves
Isopor, guache e papelão s/ papelão
Ano: 2023

Foto: F. Nhiefson


Quero inaugurar o ano de 2024 revelando a fase que tenho trabalhado nestes últimos tempos, a qual tomo a liberdade de apelidar de Novo Neoconcreto. Esta inspiração pessoal e mundial começou totalmente voltada aos movimentos ecológicos do século vinte, enfatizando a reciclagem e o reaproveitamento de materiais descartáveis em termos práticos, mas teoricamente sua base repousa nos princípios concretistas e neoconcretistas dos meados do século, cuja as bases repousam nos movimentos de vanguarda de Marcel Duchamp, Jackson Pollock, Piet Mondrian e outros, no início do século, sem as quais não seria jamais, possível realizar atualmente esta etapa ótica e pictórica. A nova fase, incorpora todas as demais escolas e estilos de arte já concebidos, passando pela Trash ART, quando os seus precursores expuseram as primeiras esculturas de sucatas e as telas carregadas de misturas de materiais, passando pela arte digital e como num ciclo, retorna ao aspecto físico e metafísico das coisas. Como resultado destas vertentes fluindo na mesma época, a fase realiza um Objeto contemporâneo típico do momento histórico que incorpora formato, elemento, idealismo ecológico ambiental e beleza; são os quatro aspectos que considero básicos desta fase. É um Objeto realista, assim como uma escultura em mármore, bronze ou madeira, tira proveito essencial e estético do próprio elemento de onde foi gerada e daí manifesta a sua ideia e beleza; também a matéria reciclável emana sua linguagem própria e eu vejo nesta estética um toque claramente contemporâneo de ares futuristas sonhadores. A liberdade de novas expressões, para se usar um pouco de tudo, é o quinto aspecto capaz de transportar no Objeto o valor óptico de qualquer tempo e ao mesmo tempo, gerar no espectador uma percepção de subjetiva atemporalidade.

No novo Neoconcreto a arte se mantém viva e eterna na sua Torre de Cristal e se faz realizando, naturalmente sem julgamentos e antagonismos a arte pela arte. Nela está contido o todo e todas as teorias que já se antagonizaram para finalmente se fundirem e harmonizarem. Tem como enfoque principal o elemento, visto e observado nas suas atuais e constantes transformações posteriores. Daí, ser uma arte que não se congela no seu período histórico e pode até dispensar as restaurações. Sobre isso, em seu favor, formato e concepção, ela surge numa época cheia de técnicas de documentação iconográfica, próprias para registrar em fotos, slides, arquivos digitais, vídeos e demais sistemas futuristas, a realidade da trajetória de tais obras virtuando desde suas origens, suas transições, até gloriosamente suas desintegrações, sempre belíssimas. O ideal seria no futuro realizar a manutenção das restaurações apenas nos desgastes das infraestruturas destas obras. Colar algum item que se desprendeu, evitar acúmulos de poeiras que possam manchar, ou temperaturas que deformem. Mesmo que a obra receba um tratamento de limpeza mais profundo, o olhar do perito restaurador deve ser de fato capaz de perceber e identificar quando a intenção da obra é demonstrar o envelhecimento gradativo propositadamente e também vale respeitar as alterações cromáticas que venham expressar a vida em seu real movimento, como o desbotamento das tintas, o amarelecimento de alguns papéis em certas áreas, cuja a intenção do autor é promover a demonstração destas possíveis transformações. 


Natureza e Natureza Artificial do Neoconcreto Contemporâneo.














O Sem Título

Autor: TuliA
Abstrato Gestual Neoconcreto
Fase: Objetos Leves
Isopor, guache e papelão s/ papelão
Ano: 2023

Foto: F. Nhiefson


Natureza e natureza artificial, também é um atributo do novo Neoconcreto, mas que eu vou preferir tratar daqui em diante apenas como o Neoconcreto atual, no seu seguimento do século vinte e um, onde ele funde os dois conceitos filosóficos da criação, a Natura e os frutos da criatividade humana para gerar uma obra de arte. Esta obra, por ser uma peça artística carrega em si a utilidade subjetiva própria da arte de preservar a memória humana, para ser contemplada e observada, mas valoriza também sobretudo a importância da história da vida natural. De modo geral, é quase impossível observar uma peça de arte sem levar em consideração sua trajetória histórica, origem e período no qual foi realizada. 
Nesta arte no entanto não estamos valorizando apenas a evolução do pensamento humano ou como o ser humano se comporta na natureza, embora não se possa eliminar isso, porém se torna evidente que os recursos utilizados não servem mais apenas de suporte para a criação. Na verdade são eles os homenageados nas composições. Se atualmente, qualquer artista de vanguarda fosse expor sua famosa "Tela Em Branco", apontando e demonstrando ao público, sua total consciência sobre a concepção do Objeto em si como obra de arte, hoje ela teria um título diferente. O artista citaria o nome do material desta tela. Talvez fosse, Tela Em Branco de Cânhamo, de Linho ou etc... Teoricamente, estamos a um passo do sonho quase utópico dos artistas se tornar realidade na mentalidade dos seres humanos leigos começarem a ver e interagir igual. Incentivados pelas artes e pelas urgentes necessidades sociais de rever comportamentos e seus conceitos ecológicos em favor da própria existência plena de vida saudável, o público atual, por um fator óbvio de sobrevivência da humanidade já sabe que é preciso encarar sem fantasia e alienação a natureza dos objetos que ela utiliza no seu cotidiano. Começa a aceitar a durabilidade do vidro, do plástico, das ligas metálicas e para qual objetivo cada um desses inventos devem ser utilizados de maneira correta. Já é possível entender estas questões simples e descartar as práticas dos desperdícios, ao invés de descartar toneladas de materiais em lixões públicos, tornando os objetos improdutivos e as matérias poluidoras do meio ambiente. É neste ponto que o atual Neoconcretismo amadurecido entrega ao observador experiente o produto artístico do nosso momento. Pois se não poderemos juntar e guardar todos os adventos culturais, para preservá-los, sem com isso transformar o mundo inteiro num grande museu histórico de inventos e experimentos e também não será possível deter a correnteza de criatividade sempre se expandindo década após década, a própria arte ao lado das outras ciências em evolução, cumpre os desígnios documentais, sintetizando em cada estilo e age como extensão da "Natura", tão bem, protetora e providente quanto a "Natureza" constrói sítios arqueológicos e preserva as histórias das civilizações. 

Aproveito para indicar os links abaixo, cujos textos são bastante relevantes: 
 

Ver: 
"A obra de arte como objeto comum"

"Isso eu também faço!"

"Forma de arte que transformava o corpo humano em uma “obra viva”
"Body Art - Artes Enem | Educa Mais Brasil"

TuliA

RJ 2024       

Conheça nossos vídeos de arte no YouTube:

Playlist: "Teatro  Exposição"

Ou visite nosso blog: 

""O CONTO NO SLIDE""


   


28 de ago. de 2023

Inteligência Artificial Para Artistas e Publicitários. Será Que Interessa?

 Para quem não me conhece, sou artista plástica já faz longo tempo. No início do blog estão à mostra várias imagens de obras de arte que criei muito antes da chegada dos computadores aparecerem em público. No seguimento, como surgiram os programas e geradores de imagens também desenvolvi as minhas fases de artes digitais. No momento a novidade, gira em torno da Inteligência Artificial capaz de realizar com perfeição a imagem digital. Criticada por alguns enquanto é valorizada por outros, eu me coloco totalmente a favor desta nova ferramenta, o problema é que as empresas que oferecem estas ferramentas ainda não deixam claro em seus contratos de uso, o que se pode fazer com elas, como profissional tanto da publicidade ou das artes. 

Enquanto isto não fica esclarecido, prefiro fazer minhas imagens digitais sem a ajuda, das tais Assistentes. No meu blog de "contracultura" tVMontage, fiz um post exclusivo sobre o tema, onde mostro o meu primeiro contato com uma incrível Inteligência Artificial. Logo a seguir, durante uns dias passei alguns momentos observando sua validade para ser usada como Assistente de Artes Plásticas. Ela me entregou em segundos algumas imagens interessantes e muitas outras que precisei trabalhar mais, até conseguir o que de fato queria que ela reproduzisse. Estás imagens, estão todas guardadas a espera de algum dia finalmente poderem ser usadas sem o crivo das tais polêmicas sociais. Este primeiro contato foi realmente bastante interessante e diferente das observações descritas, da maioria dos usuários que procuram conhecer e avaliar os sistemas; me inspirou a escrever uma poesia, e na sequência estabelecer um método divertido de comunicação com a Inteligência. Isto aconteceu por eu já estar acostumada a conversar com as Inteligências Artificiais de texto. Neste caso, melhor que explicar será mostrar, então clique abaixo na imagem, assinada por ela e tire suas próprias conclusões.



13 de fev. de 2022

A Terapia das Artes

 

Quadros Na Parede 

Pixels 

2022


Ou, como é reconhecido atualmente, a "Arte Como Terapia", não vai tornar o apreciador de qualquer arte em artista mas vai promover uma grande paz de espírito e mais confiança em si. Sobre ser ou não um artista plástico, falo sobre isto no post abaixo: O que é Obra de Arte? Alguém pode me explicar?

Mas este post aqui e dedicado aos apreciadores, que tanto se identificam com arte, a ponto de pensar em exercitar também um pouco. Eu conheci pessoas que nunca pretenderam se tornar artistas famosos, não encararam suas habilidades como profissão porém fizeram belos quadros. Na minha casa existem alguns quadros belíssimos assim, que herdei dos familiares, amigos e parentes. Caso você seja inclinado a isto, ao meu ver, deve sim gastar horas do seu precioso tempo em algo que só vai favorecer. Vamos chamar isto de "Hobby" ou abrasileirando, "Passatempo", que segundo a Wikipédia é a denominação dada a uma atividade de entretenimento livre que o indivíduo desenvolve sozinho ou coletivamente, mas não deve ser confundido com jogo, que é uma diversão envolvendo regras e determinados objetivos. 


Desde o século dezenove, talvez antes, sábios ilustres estudaram a arte como terapia, o que acabou resultando em ciências comprovadas e deu surgimento a Arteterapia, no entanto aqui não vou me aprofundar tanto, pois não falo de um tratamento mas apenas de uma prática social que pode interessar, como um auto melhoramento. Tanto é que as escolas, já reconhecem que oferecer oficinas de arte, ajuda o desempenho dos alunos em outras disciplinas. 

Talvez alguém discorde de mim, quando digo que esta prática promove bem estar, alegando: "Ao contrário, os artistas as vezes ficam nervosos e muito sensíveis quando estão mergulhados em suas criações!" É uma verdade sim. No entanto a cabeça dos artistas funciona de um modo diferente, muito parecido com a de qualquer profissional quando se depara com problemas a resolver em sua profissão. 


Para saber qual arte se deve praticar como Hobby apenas se descobre testando. Se você iniciar um curso de desenho e pintura ou comprar materiais para iniciar sozinho, deve experimentar uma grande paz que logo te leva a concentração. Se você não sentir isto, apesar de entender tudo que é ensinado, continua agitado, significa que está no lugar errado. Saia fora imediatamente e procure outra arte, até encontrar o seu lugar. 

Minha vivência neste campo, é bastante substancial. Dei aulas de pintura e desenho para adolescentes dois anos, ajudando a montar uma oficina de artes no bairro do Catumbi nos finais dos anos 80. Morei 4 anos na rua principal do bairro, em um daqueles casarios que foram "tombados historicamente" pelo governo, precisamente na Rua do Catumbi. Certa vez, nós moradores, recebemos o convite do Presidente da Associação de Moradores para uma reunião que tratava da oferta de se montar uma Oficina De Arte local, dirigida pela criadora do projeto, Marisa Cortes, que tinha todos os subsídios garantidos pela Fundação Rio, aqui no RJ. O Presidente da Associação, infelizmente não lembro mais o nome, que era proprietário de alguns casarios desocupados, ofereceu um casario enorme para a oficina e cedeu outro para a fundação de uma biblioteca infanto juvenil, que também começou a funcionar com a ajuda voluntária do povo local, de entendidos no assunto. Eu fui a reunião, me simpatizei com a iniciativa, trabalhei um ano como voluntária e no ano seguinte resolveram me pagar mensalmente, inscrita na folha de pagamento da Fundação Rio como "Orientadora Técnica", já que eu era de fato artista plástica, mas não tinha licenciatura. 

Precisei elaborar um curso para apresentar aos alunos. Meu aluno mais novo tinha nove anos, o mais velho quinze. No ano seguinte ainda eram os mesmos e a turma aumentou, apareceu até gente de dezessete. O desempenho deles foi excelente e me deixou satisfeita e admirada. 

No fim de cada ano, havia o bazar da Oficina onde os alunos de cada Orientador, doava um trabalho para a venda. O dinheiro servia de "caixa de melhoramentos" e incentivo para alunos em negociar se quisessem se profissionalizar. As obras dos meus alunos não eram vendidas mas foram exibidas em painel e notei que o público elogiava a todos como verdadeiros artistas em exposição. Contudo, em ateliê eu conversava com a turma aberto e claramente sobre a situação. Quando perguntei, "Quem pretende seguir a carreira de artista?" A maioria respondeu, "Quero ser médico, ou professor, administrador, etc e etc". Eu desconfiava que havia dois alunos, que pareciam ter fortes tendências. Apesar desta consciência que adquiriram, continuavam frequentando e a cada dia se tornavam mais equilibrados. Quando chegaram ali nas primeiras aulas, tinham muitos preconceitos sobre arte e entornavam tinta na mesa toda hora, riam por qualquer bobagem, tudo típico da inquietude efervescente da juventude. Eu desenvolvi o método de realidade e técnicas que rompem com as "bobagens infanto juvenis" para uma liberdade juvenil mais inteligente, por que o adolescente gosta de verdade e ser tratado com respeito. Aliás, quem não gosta? Lá para o meio do curso eu já saia da sala para ir tomar café e conversar com amigos professores. Ficava bem uns dez minutos ou mais e quando voltava estavam todos em silêncio, concentrados. Caso algum material sujasse a mesa, imediatamente era limpo sem constrangimento, sem incomodar. Antes de abandonar ateliê, tudo ficava em ordem para o retorno. Eu não ensinei, só orientei algumas vezes, mas a mente deles percebia rápido como agir e isto ocorre naturalmente dado ao exercício artístico de se encontrar soluções. Sinceramente aprendi muito, observando estes admiradores das artes plásticas, mas que não eram artistas, ou ainda não se reconheciam assim. Mas um dia, no ano seguinte me apareceu em sala uma jovem de uns doze anos, super ativa e inteligente que falava muito. Dois meses se passaram e continuava tal qual chegou. Aprendia tudo com facilidade, era educada mas sua agitação era desconcertante. Um dia chamei a mãe dela, que trazia a mocinha para a aula e expliquei o seguinte: "Sua filha é um amor de pessoa, muito inteligente mas não está se adaptando a aula de artes plásticas. Vamos procurar outra arte pra ela desenvolver aqui na Oficina." A mãe concordou e no mesmo instante fomos visitar, de sala em sala, as outras atividades. Havia alí, aula de macramé, batik, pintura infantil, papel machê entre outras e subitamente ela escolheu tapeçaria. Interessante é que ela era a única mocinha da sala, algumas jovens adultas e a maioria das alunas eram mulheres, senhoras bem mais velhas, que por sinal tinham grande habilidade e criatividade. Elas não faziam apenas tapetes. Comprei de uma delas uma bolsa super colorida que usei durante anos. Daí passei a espionar minha ex discípula e sempre a encontrava totalmente mergulhada e quieta.


Tomara que este texto sirva para incentivar, no mais espero que funcione. E mesmo que não se torne um artista plástico famoso divirta-se, decore sua casa, dê de presente. Quem sabe gostem e vá parar na estante ou na parede.  



22 de jan. de 2022

Arte Digital - Da Renascença ao Realismo Fantástico

 Casquinha de Sorvete 

 Pixels  2022

"Entre a realização de fazer este quadro, está o fato de assinar  "propositadamente" ao contrário."


A informática é algo que as populações não sabem como funciona mas fazem uso constante no dia a dia. Do mesmo modo, tem acesso e usam imagens digitais sem também ter ideia plena de como se chegou a tudo isso. Daí é mesmo muito importante que crianças e adolescentes recebam aulas de arte nas escolas, comecem a compreender estilos e aprendem algumas técnicas. Todo este aprendizado ajuda a conhecer melhor o mundo virtual e facilita a interatividade. Expande a consciência do ser humano. Deixo aqui um link que encontrei na web, sobre a história da arte, de linguagem bastante simples mas muito informativa, que tanto serve para professores de arte, alunos e artistas iniciantes. Contudo, leia primeiro o post a seguir e depois clique e aproveite a dica deste link acima ao lado. 

A arte Digital vem a ser realmente o marco do tão esperado "novo" dos artistas laboriosos do fim do século vinte. Essa busca se torna mais intensa conforme explico nos posts abaixo, neste paradigma, nas décadas de 60, 70 e 80. Mas eu quero ressaltar aqui o quanto foi importante o estudo da cor luz e da forma, que se inicia nas artes plásticas da renascença até o Surrealismo e colidindo com o Fauve, apesar de pictórico, não menos importante. Ambos, Surrealismo e Fauve reestudando o emprego da tinta negra, ou do preto nas telas e painéis das obras de arte. O Surrealismo aderindo a corrente do estudo ótico, ou óptico das teorias da cor luz enquanto refração e reflexão, apoiados na Física, enquanto paralelamente o estudo do Fauve, também apoiado na Física, aderindo a corrente da cor pura, usando o negro no sentido de pigmento puro e simples, gerando a sensação de perspectiva no espaço visual. Isto se dá "automáticamente", como observam os artistas da época, simplesmente por se tratar de realidade pura que eles começam a empregar em suas telas sem respeitarem mais as regras impostas pelos métodos tradicionais de se pintar, impostas nos racionalismos das academias de desenho e pintura. Contudo o que impulsiona os artistas a romper definitivamente com valores racionais, que delimitam os artistas em áreas cercadas permitidas é de fato e comprovadamente o Expressionismo. O Expressionismo é derivado dos últimos estudos da luz e cor no movimento Impressionista. Os artistas não se permitem mais a tratar a arte dentro das regras da mente e do racional. A mente racional não vê plenamente e finalmente os artistas assumem a total capacidade do artista expressar sua sensibilidade além do que se enxerga. Neste momento glorioso outras tendências científicas também dão total reforço no campo da psicanálise e da espiritualidade. O interessante é que o movimento do automatismo revisto no início do século vinte, remonta as mesmas técnicas de pintura empregadas na Renascença, obtidas pelo estudo da prática do "claro escuro" ou estudo das "meias tintas". Tais práticas de se pintar gera a "fixação de forma" e automaticamente a forma perfeita. A forma perfeita com tudo que ela contém, geometria, volume e textura. Por isso ao se olhar um quadro deste período o observador identifica os elementos, cristal, metal, madeira, couro, pele, tipos de tecido e etc e etc. Nestas obras, enquanto se pinta, muitas teorias sobre luz e cor são observadas pelos mestres e os fenômenos anotados em ensaios por alguns. Leonardo Da Vince por exemplo, descreve sua primeira constatação da cor complementar, apelidando-a de "cor falsa". Os discípulos de Da Vince sentem dificuldades em entender os sucessos do mestre na superfície plana da tela ou papel e acreditam que tudo é efeito obtido por gramas de pigmentos coloridos. Ele explica que os efeitos não são químicos, mas são produzidos por leis físicas. Mais tarde cientistas como Kepler e Newton demostram a veracidade destes conhecimentos. 
Algo comum a história da arte é ver artistas revendo artes do passado, buscando informações importantes. Os renascentista vão busar e usar métodos precisos do período clássico grego. A arte grega manifesta na pintura, arquitetura e escultura se sobressai mais na prática técnica da "fixação de forma", fruto do exercício do "claro escuro" justamente na escultura. O famoso Michelangelo, pintor e escultor italiano, esculpia como um grego. Ele projetava a imagem no bloco de pedra e automaticamente sua mão, sem erro de cálculos, retirava as sobras com suas ferramentas de escultor. As lascas iam se soltando e a imagem ia emergindo perfeita. Ele usava o mesmo conhecimento técnico na pintura. Após a pintura do teto da capela Sistina pintada entre 1508 e 1512, ele sofreu uma súbita cegueira que durou alguns dias, pois isto provém de um cansaço físico, resultado de árduo exercício óptico e motor, que produz logo a seguir também automaticamente e por processo natural, uma renovação no sistema ótico do artista. O mesmo acontece com os músicos clássicos ao apurar o ouvido e a percepção sonora. Saber disto me deixou muito tranquila (em algum post abaixo, escrevo sobre a época que fiz estudo de desenho clássico). Nas férias de fim de ano do curso, eu também tive uma súbita cegueira que levou uma semana para se dissipar. Comemorei isso como um triunfo. Mas, não acontece com todo mundo. Na capacitação de aprimoramento ótico, pode não ocorrer e é irrelevante. 
As técnicas do claro escuro, são diferentes das técnicas do conforme é conhecido, desenho realista e estas diferenças, podem vir a confundir o espectador e até mesmo estudantes de arte. Mas praticando um e outro o artista compreende na prática o valor e significado. O estudo do "claro escuro" é muitíssimo mais lento, pois não ensina uma técnica, mas aprimora um método e corrige erros de interpretação visual. Não falo assim, para desencorajar artistas e nem profissionais gráficos, ao contrário. Se no passado não muito distante nós artistas tivemos que botar abaixo regras que já não traduziram bem nossas intenções, hoje, com a facilidade digital que programas de imagem oferecem para leigos e publicitários apenas técnicos, estamos ameaçados de acreditar que a máquina superou o gênio criador dos artistas e que qualquer pessoa mesmo sem real talento artístico é capaz de produzir boas imagens. Não deixa de ser uma verdade, porém relativa. Imagina o que um artista de fato será capaz de entregar à humanidade, tendo como extensão de si ferramentas digitais, além de pincéis, lápis e tintas. Isto é fantástico!!

Não se sabe quando o imaginário e o lendário surgiu e influenciou os movimentos artísticos, mas sabemos que o Realismo Fantástico também é uma tendência que apareceu com mais evidência na Escola do Pensamento Humano dentro do cenário artístico do século dezoito, eclodiu com força no século dezenove na literatura. No século vinte e conforme já comentei acima, ele decorre de todos os movimentos deste conglomerado histórico, mais ou menos nos meados da época. Foi ainda mais forte de início na literatura, mas se estendeu em todas as artes, contudo sua interferência na música assabarca a música experimental, variando do New Age progressivo com instrumentos musicais fantásticos, acústicos e eletrônicos, a exemplo a Harpa Laser, que aparece também nas orquestras e vai ao minimalimo dos dias atuais. Na verdade, o Realismo Fantástico é bem característico da música experimental eletro eletrônica que surge nas apresentações de produções independentes, quando começaram a produzir os primeiros sintetizadores Moog, de preço bem acessível à turma da "Contracultura", produzindo sons mágicos mirabolantes que se mesclavam aos sons da cidade ou da natureza numa sintonia e sinfonia cósmica. Copie para pesquisar:

"Moog (instrumento musical) – Wikipédia, a enciclopédia livre" https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Moog_(instrumento_musical)

"A música eletrônica, desde os primórdios até hoje em dia - Parte 1 - Canaltech" https://canaltech.com.br/musica/a-musica-eletronica-desde-os-primordios-ate-hoje-em-dia-parte-1-76021/

 Estamos aí vivenciando uma sociedade a beira da explosão do conhecimento humano, visto pelo seu esplendor e claro, não por seus erros sociais, fruto de ignorância e do não conhecimento. Então, devagar, timidamente surge a Internet até então, apreciada apenas por estudiosos da informática, conhecidos por "nerds". Hoje o termo "nerd", significa qualquer pessoa estudiosa como um elogio. Antes era uma tentativa de ofender os jovens cientistas, que não se misturavam a maioria das pessoas pois andavam muito ocupados. Mas da ocupação de nerds de todas as idades já no fim do milênio, adentrando ao século vinte um a Internet abriu um portal gigantesco entre a realidade física e a realidade física virtual, o ciberespaço, já apontando para o seu metaverso, já esperado por muitos pensadores e entusiastas. Artistas e cientistas apoiam desde o início este desenvolvimento. Finalmente o Realismo Fantástico encontra seu espaço manifesto, além das imagens oníricas representativas, ou literárias, também nas artes plásticas e no cinema. Enquanto isso na sociedade, sem que as pessoas entendam as teorias, elas passam a viver nestes ambientes virtuais, envolvidas em redes sociais e jogos extraordinários com cenários livres e atividades que lhe dão conforto a alma. Até que tudo se torna comum e até nescessário para todos. A próxima meta, além da realidade 3D aprisionada da telinha é projetar o metaverso para o exterior, acredito porém que a holografia que também faz parte deste universo e ainda está sob estudos será usada e vai gerar algumas soluções para apresentações no mundo físico, poderá se aliada a informática, promover e realizar muitos shows, eventos e espetáculos sociais em tempo real ou distribuídos como pacotes culturais gravados. Imagina vc em sua casa, recostado confortavelmente em travesseiros de sua cama
ou sentado no sofá assistindo uma projeção em tamanho real holográfica, de um jogo de basquete, uma peça de teatro, um festival de rock ou penetrando numa dimensão misteriosa e mágica.


No próximo post, vc vai encontrar duas imagens digitais parecidas. Uma Surrealista, de título "Desejo" e a outra Fouvista de título "Sorvete". 
Ainda envolvido no tema "Casquinha de Sorvete", em Realismo Fantástico, assista ao vídeo shorts no YouTube: 








10 de jan. de 2022

Pixels

 


Nankin, Xerox e Pixels. 2021 - Vídeo 

"Agora os tempos eram de muita novidade e renovação,  liberdade para desenvolver técnicas do passado e presente sempre de olho no futuro, misturas e experimentação." É assim a descrição do vídeo " Nos Anos 70 De Contracultura - Pop Art", que postei esta semana no YouTube e vc poderá assistir clicando na imagem acima. 
Para entender este post vc terá que ajudar interagindo um pouco, evitando que eu escreva um texto enorme com coisas que já foram ditas no blog. Rolando o blog, vc vai encontrar esta imagem atualmente recriada em "pixels" e vai entender todo o sentido da coisa. 
Não existe atualmente em literatura muita informação precisa sobre a Contracultura que floresceu  na década de 70 em vários sentidos os quais ela influenciou profundamente. Encontrar material de estudo é difícil até mesmo para quem procura fazer teses universitárias sobre este movimento histórico. Não pretendo aqui estender o assunto explicando os motivos disto, mas se vc é um interessado em arte desta época, vai se valer do depoimento dos artistas que viveram o momento ativamente, já que ainda não existem dados completos para estudos didáticos e literários. Posso adiantar que nos anos 70 e a partir, nós os jovens artistas estávamos completamente empenhados em reestudar toda a história das artes dos séculos anteriores e fazer reeleituras dos novos movimentos gerados no século vinte, unindo técnicas, misturando elementos.
A nossa paixão era intensa, voltada para a conquista do novo, conforme explico no post abaixo que será de grande ajuda vc ler também.
Nossa incessante busca, não era estimulada por promessas econômicas, típicas das carreiras promissoras. Desde o passado distante até o hoje e o agora, o mercado de artes plásticas mundial, não se parece em nada com as outras profissões, que garantem sustento e enriquecimento. O destino de um artista plástico é sempre incerto e o que move o indivíduo a continuar, tem que ser maior que as necessidades vitais ou as ilusões passageiras, de fama do ego.
Além da minha produção artística pessoal, muitas outras realizações, estudos, técnicas e experimentos desta época, que não aparecem no meu blog, será possível ser encontrada em arquivos iconográficos de bibliotecas ou blogs e sites oficiais dos próprios artistas. O ditado popular diz o seguinte: 
“Uma imagem vale mais que mil palavras”. É uma expressão popular de autoria do filósofo chinês Confúcio, utilizada para transmitir a ideia do poder da comunicação através das imagens.
Porém, assim como as interpretações das palavras podem ser distorcidas, pode acontecer também de uma imagem não ser interpretada corretamente. Aliás este fato é muito comum, ocorre e já ocorreu inúmeras vezes na história das artes. Por isso, as vezes apenas mostro as obras de arte aqui no blog, mas subitamente resolvo escrever na tentativa de deixar claro o que se vê.
Mas sobre "Pixels, que é título do blog? Aonde ele aparece na história desta safra de artistas? 
Ele aparece no resultado de nossas pesquisas ópticas e pictóricas comprovadas nos espaços virtuais. A extensão do estudo da cor e da forma que a anos já estimulava toda uma geração científica. O surgimento do pixels foi a resposta aos anseios dos artistas criadores, observadores e responsáveis pelos conceitos atribuídos a imagem. A palavra pixel é uma combinação dos termos “picture” e “element”. Ou seja, “elemento de imagem”. É a menor unidade de uma imagem digital, independente de sua fonte. Baseado nas cores primárias, cor luz, com o desenvolvimento da informática finalmente chegamos ao tão esperado e celebrado novo. Trabalhar com cor luz, desenvolver o 3D e mais uma infinidade de possibilidades. Apesar destes estudos não serem para os leigos, servem também para o seu desfrute. Toda o conhecimento estudado, desenvolvido e aprimorado de todos os séculos, desde os primórdios, pesam como o legado, a herança usada na prática simples do cotidiano das populações. Gosto de falar de tudo isso com muita reverência e relevância. Nada do que construímos foi fácil de se conseguir. Para o espectador e usuário atual, tudo é tão rápido e fácil que parece mágica, ou uma criação divina assim como um fruto, uma flor, um sol nascendo ou descendo no poente. Sim, é divino, mas também é o divino se manifestando em união aos seus filhos, homens de boa vontade, amor, coragem, fé, inspirados e dedicados. 
Se vc gostar do vídeo, dos posts ou do blog, por favor manifeste o seu entusiasmo no vídeo, deixando um "like", ou um simples comentário. Vc também pode deixar uma mensagem no Livro de Visita, lá no início do blog. 

5 de dez. de 2021

Arte Exposição - Gestual S/Suporte Geométrico Não Convencional: Documento

 

Marcha Planetária 1

Pixels - 2021

Em mim a concepção nasce durante a feitura da obra. É algo intrínseco. Porém o conceito é fruto também de variados efeitos ocorridos, naturais e acidentais que pude observar ao longo do tempo*. É possível reaproveitar e salvar obras. Primeiro foi preciso conceber o Gestual propriamente dito na década de 80. Na época, não só eu mas artistas do mundo inteiro realizaram esta tendência, trabalhando linhas ou manchas. O Gestual é uma extensão do movimento abstracionista, que já passou por inúmeras fases da sua evolução e teve início oficial nos anos 40, segundo relatos. No seguir, após o ano 2000, quando conheci a arte digital, realizei algumas obras em 3D que entendi como "Esculturas Virtuais",  algumas pretendo apresentar no blog futuramente. Atualmente em 2021 trabalho a expressão mais livre de todas até então, que é o Gestual sobre o suporte. Não considero a ideia o rompimento das formas tradicionais, mas apenas o discernimento, o acréscimo. Percebo claramente a possibilidade de trabalhar sobre suporte geométrico não convencional, usando inclusive qualquer estilo de arte. Trato, ou lido com a forma no universo das formas, onde todas as formas cabem. Ali reunidas, as formas se apresentam de todas as formas. Isto também se dá em questão aos movimentos, cores, texturas, luz e pigmentos, matizes. As formas táteis e visuais, sonoras. Paradas, estáticas, mutáveis, opacas, translúcidas, transparentes, é possível que ainda seja possível observar o etc de suas manifestações.         
                                                                      TuliA

* Hoje, se uma obra for danificada pelas intempéries, encaro o fato como ocorrência história e me importo mais com os fragmentos resgatados. Apesar de lastimar a perda, consigo admitir que ainda existe muita beleza e  mistérios contidos em evidência. 

Clique no "marcador" Escultura Virtual no rodapé do post para saber mais.

Assista também a pequena mostra em vídeo: 

26 de out. de 2021

Teatro Exposição : Novidades Nas Artes Plásticas

 


"O mundo é corrido". As pessoas passam rápidas demais pelas coisas que exigem contemplação. Acostumadas com imagens que se movem, letreiros que piscam, só param para ler as informações escritas sobre as imagens meramente ilustrativas, anunciando as coisas de seus interesses. Estão ali para a sociedade apressada, a imagem contemplativa do pão, do eletro doméstico, da paisagem convidativa ao turismo durante as férias. Mas além da vida apressada, tudo continua o mesmo que era antes, as flores, as árvores, os animais, as artes. Estas e mais outras realidades, para serem de fato apreciadas exigem um olhar mais demorado. 

Eu tive este insight em setembro de 2021, no início do mês e trabalhei uns dias nesta nova forma de apresentação que induz ao contemplar. O assunto é "artes plásticas". Tudo pronto, então em 09 de setembro do mesmo mês inaugurei, eu e Deus, sem maiores alardes, o "Teatro Exposição". Estamos no final de outubro e ele ainda está sendo divulgado como lançamento, no YouTube e no TikTok. Na verdade, a apresentação é realizada mesmo em vídeo, no formato "shorts" que varia de segundos até 3 minutos. Para o nosso teatro a performance é em média de 60 segundos. Criamos uma playlist no YouTube exclusiva do evento, que já conta com dez vídeos novos. Como quem me conhece já sabe, meu canal no Youtube é tcpshowvideos e no TikTok, tcpvideostiktok. 

Aqui Neste post, e no seguir, estão dois vídeos, que vão levar Vcs a se inteirar claramente sobre a novidade: 

O primeiro explica o que é profundamente em teoria o Teatro Exposição. Clique na imagem do Teatro Emojis Vanguarda. Acho importante ouvir esta chamada. 

O segundo vídeo, é a exposição de lançamento, apresentando a obra em pixels, O Ovo Da Serpente. Clica na imagem, para assistir. Não esqueça de deixar seu comentário, pois isto colabora para a plataforma se animar em veicular melhor o trabalho. 

Este vídeo está na postagem abaixo, que tem um texto muito grande, que repete o que falamos aqui agora, e uns pormenores pessoais. Mas espero que entendam a importância de estender e dar um maior destaque a notícia.

                                                    TCP 💛🛸🙃

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6 de ago. de 2014

Divulgando

Imagem e-book   *  Colecione........................................................................... 

4 de jul. de 2011

Intercâmbio Cultural


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....A Exposição Intercâmbio Cultural Alquimia, foi idealizada e produzida pela Agenciadora de Eventos Culturais Simone Caldas em 1994. Na ocasião, Simone gostou tanto das assinaturas dos artistas convidados para o evento, que fez questão de colocá-las no convite. Contudo eu acredito que ela tenha nos convidado mais pela obra de cada artista, do que pela assinatura de cada um. Mas, cá entre nós, o pessoal assina "bonito" mesmo!
....Para ler sobre a exposição no verso do convite, clique na imagem acima para ampliá-la.

1 de jul. de 2011

Blogs e Sites

....O problema dos Blogs é que eles sempre começam do final, daí essa idéia de diário. Apesar disso, não tenho a intenção de fazer desse um diário, por isso me desculpem se os assuntos não estão em ordem cronológica.

....Um site que eu gostei muito de fazer foi o Patins Voador, cheio de truques e efeitos especiais e ele conseguiu ficar 6 anos no ar, ou melhor, na rede. Um dia porém, em 2009 o provedor resolveu desalojar todos os seus sites. E foi assim que me vi forçada a me aventurar na dimensão dos Blogs, estranhando bastante, mas acabei me adaptando à nova linguagem. Hoje já me sinto bem à vontade. Sempre que termino um, digo que será o último e, no entanto acaba surgindo o momento ou o motivo de se iniciar um outro. Deve ser por isso que se originou a comunidade Blogueira, é possível que outros blogueiros experimentem os mesmos sentimentos. Voltando a falar do Patins Voador, este mês fiz esta nova apresentação para enviar aos amigos. Você, passando por aqui, se puder pegar o código e mandar para os conhecidos, vai ajudar bastante na divulgação!

É surpresa! Tem que clicar "AQui" para olhar!  = Bem, se vc clicou viu que este site também foi desativado. Como num diário de bordo, pra navegantes da web, deixo o link aqui propositadamente. O Slide.com foi um portal incrível, para se fazer slides on line. Deixou boas lembranças.

Para conhecer o Patins Voador visite http://patinsvoador.blogspot.com e divirta-se!

27 de jun. de 2011

Estreando na Internet


....Quando eu estreei na Internet ela estava começando a ficar madura e interessante. O pessoal já estava usando o Windows 98 e esse foi o meu primeiro computador. O que me atraiu para a Internet não foi à novidade que ela significava, isso eu só pude vislumbrar quando passei a usar . Nesta época eu iniciava à criação de Brinquedos de Papel e percebi que poderia usar os recursos da Web como um meio de divulgação e distribuição dos brinquedos. O meu primeiro site de brinquedos se chamava Montage Brincadeiras de Papel e nem fui eu quem montou. Na verdade eu ainda nem tinha um computador.

Eu fazia os desenhos à mão e montava a arte final em papel A4. Usava máquina de escrever para os dizeres, pois era o recurso mais fácil disponível do momento. Depois levava para o provedor, Cruiser.com.br e pedia para o Webmaster criar links, que levassem aos brinquedos. O rapaz ficava meio confuso com esse tipo de página um tanto louca e sem técnica, mas no final das contas acabava dando certo. Rsrsrs...

Quando eu coloquei o Montage no ar ele teve uma boa audiência e vendo esta repercussão resolvi aprender a lidar com os recursos. De lá para cá, desde 2001, saltando de provedor em provedor, até acertar o estilo e a melhor forma de levar os brinquedos ao público, enfim chegamos ao estilo Blog, que facilita todos, tanto quem posta como quem visita. Se quiser conferir sobre os brinquedos, atualmente, visite: http://lojinhaludica.blogspot.com . BR - 2011