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29 de set. de 2024

GPT - Arte, Filosofia E Direções Da Internet 🤖 🤗 🎨 ☮️ 🌍 🇧🇷


 Clique na IMAGEM para ler o POST!


Br 🌍 2024 🇧🇷


Por: TuliA


IAs convidadas: GPT Next AI  e CreArt


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                                🤗🇧🇷🎨🤖🌍


25 de jan. de 2024

VALORES ICONOGRÁFICOS INCONTESTÁVEIS

 2024


Antes de se julgar o artista ou sua obra, o público deve "aprender" a levar em conta o momento histórico que a obra foi realizada. Entre muitos valores importantes para se "meditar" uma obra de arte, talvez este seja um dos primeiros a se observar. Desde que a arte apareceu no planeta, ela cumpre dois seguimentos paralelos importantes e geralmente é o artista quem vai trabalhar isso. A arte poderá ser apenas iconográfica e registrar, como um retrato social, as atividades sociais. Na arte rupestre, trabalhada nas cavernas, feitas pelos artistas primitivos, para nós, o público, ela descreve a vida do cotidiano. Eles deixaram o registro das caçadas, dos combates entre os indivíduos, dos primeiros rituais. Um olhar mais apurado de peritos, observará mais valores expressos contidos nos achados rupestres. Mais adiante, no outro seguimento, a arte se revela estética. A ocupação maior é desenvolver no indivíduo o sentido de harmonia e padronização. Esta arte é quase sempre coletivizada, desenvolvida pela maioria das pessoas orientadas por um criador responsável nas tribos. Esta pessoa se destaca entre a população por claramente possuir um senso mais evoluído que aponta a harmonização de cores e formas, que geram a compreensão da beleza e os seus significados. Por isso o cocar dos Chefes é mais vistoso que os cocares dos outros e devido estas práticas estéticas se torna possível estabelecer uma linguagem, além da palavra. 

A prática estética é muito aplicada em festivais, festas comemorativas onde o povo se reúne para organizar festejos. No Brasil, é aplicada com muita responsabilidade e primor nos barracões de Escolas de Samba.

Os dois padrões não definem o que é certo ou errado, apenas carregam qualquer tipo de qualidade ou qualificação que se pretende apontar. 

Se o artista estiver retratando, quanto mais realista for, melhor será o retrato em termos ICONOGRÁFICOS documentais. Se o artista estiver criando, quanto mais esteticista for, melhor irá representar os atributos naturais visíveis ou sutis que se possa perceber, para projetar uma sensação e interpretação no observador. Para isso é preciso usar os elementos indicadores de época ou aqueles mais universais e realistas, entendidos pela maioria das pessoas não importando o tempo. Como a arte está em mutações constantes, a vertente estética produz padrões diferenciados, mas em qualquer caso tem que se guiar sempre por equilíbrio entre os elementos dentro da imagem.

 

Sempre que me deparo com a aguada abaixo, sinto uma dúvida: Será que o público vai entender que a criação é apenas uma representação iconográfica ou vão pensar que a artista é a favor das antigas práticas circenses, que usavam animais em espetáculos? Fiz esta imagem por volta dos meus dezesseis anos (por aí), treinando aquarela, que nem sabia ainda dominar. A bailarina representa a pureza da juventude e o elefantinho o amigo inteligente e bem treinado, ambos determinados a dar um belo espetáculo e arrancar aplausos eufóricos da platéia. No início da década de 70, um circo de cavalinhos, um grupo de focas amestradas  jogando bolas num picadeiro, provocaria estes sentimentos de alegria em toda a população infantil, juvenil e adulta mundial. Isto era certo e bastava para esgotar as bilheterias. Porém, nos anos 80 eu já não compartilhava desta visão e sentimento. Ao contrário, comecei a ver a exploração que havia por trás destes investimentos, embora saiba que em alguns casos raros e especiais exista sim uma parceria sincera e espontânea entre bichos humanos e de outras espécies. Em resumo, aos poucos fui me tornando uma ambientalista e hoje mantenho esta imagem como registro da minha evolução nas artes e como um documento ICONOGRÁFICO de época.  


A Bailarina

Aguada s/papel - Década de 70.

Expressionismo



Estamos em 2024 e guardada com muito zelo mantenho esta imagem original que talvez hoje tenha uns 52 anos, por aí. Ainda não datava as imagens e nem havia elaborado uma assinatura para usar de forma permanente. Durante muitos anos, remexendo os guardados e reencontrando o passado, me vi tentada a destruir a Bailarina. Sim, este é o nome, "A Bailarina". Mas o destino preservou a pintura e agora surgiu com o blog, a oportunidade de falar sobre este assunto. Isto se faz importante, quando encontramos este tipo de discussão sendo acirrado em redes sociais, quando artistas esteticistas são acusados injustamente de racistas e outras acusações, quando algumas pessoas não entendem os conteúdos das obra e preferem julgar os artistas. Já pensou se as pessoas se deparassem com as obras de Debret e o julgassem como "escravagista"?


O mesmo espero deixar claro desde já, quando atualmente faço arte reutilizando materiais descartáveis industriais. Falo deste tema no post abaixo, na matéria "O Novo Neoconcreto". Talvez algumas pessoas estejam inclinadas a pensar que sou extremamente favorável a perpetuar a sociedade de consumo, mas ao contrário não sou atualmente, nem contra nem a favor. Atualmente sou a favor de uma produção e produtividade mundial equilibrada, que espontaneamente saiba refrear os exageros e dar real e bom emprego aos elementos. Nos anos anteriores me envolvi bastante com as possibilidades de se criar sociedades alternativas, contudo não se pode descartar a produção coletiva efetiva sem gerar sérios desconfortos. O ideal é aliar um modelo ao outro e "manter o trabalho que desenvolve e o consumo auto renovável que abastece sem esgotar a natureza". No futuro, quando a "Era do Petróleo", já aparecer nos livros de história geral, descrita como um período desgastador, superado e finalizado, a maioria destes produtos industriais descartáveis que reutilizo nas minhas obras de arte, nunca mais serão encontrados aos montes nos lixões. Alguns estarão ainda nos brechós, outros expostos em museus ou nas prateleiras de colecionadores. Enfim, alguns elementos e objetos estarão integrados em esculturas e demais peças artísticas. Espero fazer parte destes expositores. 

TuliA


CONSULTE:


"Jean-Baptiste Debret - Escravidão no Brasil - Disciplina - História"

 http://www.historia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=56&evento=1/

Visite


"Museu de Brasília | Material iconográfico - Envio de materiais - Brasília"

 http://www.museuvirtualbrasil.com.br/museu_brasilia/modules/news3/article.php?storyid=61

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A Obra de Arte e Sua Leitura no Século Vinte e Um. 


Até poucos anos atrás a arte vivia atrelada aos interesses dos produtores investidores, que podiam contratar artistas, na maioria das vezes também ajudando na formação profissional dos estudantes de arte dentro das oficinas. Era difícil conseguir ganhar o pão, caso o artista fosse por demais independente e seguir somente sua inspiração, mas muitos conseguiam se sobressair apesar das grandes dificuldades. No entanto isto nem sempre foi assim. De civilização em civilização vemos claramente os momentos de liberdade e os momentos de subjugação das artes e dos próprios artistas. Depois do século dezenove, novamente a arte rompe seus grilhões após um longo período de acomodação aceitando os valores sociais, mas que também serviu de aprimoramento para muitos artistas dos períodos neoclássicos e impressionistas. Em dado momento na entrada do século vinte, artistas inovadores trazendo novas concepções, espanaram o marasmo dos conservadores e guardiões das academias e trataram de fazer o que tem que ser feito, demostrando, evoluindo e compartilhando para ajudar a humanidade expandir a consciência. Sempre que acontece, surge também um pessoal com certa dificuldade de acompanhar o processo evolutivo e não raro, repetem os mesmos velhos erros de avaliação. Isto é comum, porém também faz parte combater tal tendência e colocar os "bondes nos trilhos", para evitar desastres. 


Quando Picasso pintou Guernica, conta-se que um oficial da SS lhe perguntou, apontando para a pintura "Foi o senhor que fez isso?". Picasso respondeu: "Não, o senhor".



"1937: Bombardeio de Guernica – DW – 26/04/2019"

 https://www.dw.com/pt-br/1937-bombardeio-de-guernica/a-800994

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COMENTÁRIO:


"Não se pode provar mas não é raro que em muitas críticas feitas a artistas ou suas obras, encontramos embutido as sementes venenosas dos críticos, nos próprios críticos. Até mesmo alguns intelectuais, críticos de arte e pessoas ilustres, foram infelizes em seus julgamentos diante das obras inovadoras e isto vem continuamente ocorrendo ao longo da história das artes. É uma lição de vida tão repetida e tanta gente ainda cai nessa." Impressionante!!


3 de jan. de 2024

O Novo Neoconcreto

 















Cortinado e Janela Ao Luar

Autor: TuliA
Construtivismo Neoconcreto
Fase: Objetos Leves
Isopor, guache e papelão s/ papelão
Ano: 2023

Foto: F. Nhiefson


Quero inaugurar o ano de 2024 revelando a fase que tenho trabalhado nestes últimos tempos, a qual tomo a liberdade de apelidar de Novo Neoconcreto. Esta inspiração pessoal e mundial começou totalmente voltada aos movimentos ecológicos do século vinte, enfatizando a reciclagem e o reaproveitamento de materiais descartáveis em termos práticos, mas teoricamente sua base repousa nos princípios concretistas e neoconcretistas dos meados do século, cuja as bases repousam nos movimentos de vanguarda de Marcel Duchamp, Jackson Pollock, Piet Mondrian e outros, no início do século, sem as quais não seria jamais, possível realizar atualmente esta etapa ótica e pictórica. A nova fase, incorpora todas as demais escolas e estilos de arte já concebidos, passando pela Trash ART, quando os seus precursores expuseram as primeiras esculturas de sucatas e as telas carregadas de misturas de materiais, passando pela arte digital e como num ciclo, retorna ao aspecto físico e metafísico das coisas. Como resultado destas vertentes fluindo na mesma época, a fase realiza um Objeto contemporâneo típico do momento histórico que incorpora formato, elemento, idealismo ecológico ambiental e beleza; são os quatro aspectos que considero básicos desta fase. É um Objeto realista, assim como uma escultura em mármore, bronze ou madeira, tira proveito essencial e estético do próprio elemento de onde foi gerada e daí manifesta a sua ideia e beleza; também a matéria reciclável emana sua linguagem própria e eu vejo nesta estética um toque claramente contemporâneo de ares futuristas sonhadores. A liberdade de novas expressões, para se usar um pouco de tudo, é o quinto aspecto capaz de transportar no Objeto o valor óptico de qualquer tempo e ao mesmo tempo, gerar no espectador uma percepção de subjetiva atemporalidade.

No novo Neoconcreto a arte se mantém viva e eterna na sua Torre de Cristal e se faz realizando, naturalmente sem julgamentos e antagonismos a arte pela arte. Nela está contido o todo e todas as teorias que já se antagonizaram para finalmente se fundirem e harmonizarem. Tem como enfoque principal o elemento, visto e observado nas suas atuais e constantes transformações posteriores. Daí, ser uma arte que não se congela no seu período histórico e pode até dispensar as restaurações. Sobre isso, em seu favor, formato e concepção, ela surge numa época cheia de técnicas de documentação iconográfica, próprias para registrar em fotos, slides, arquivos digitais, vídeos e demais sistemas futuristas, a realidade da trajetória de tais obras virtuando desde suas origens, suas transições, até gloriosamente suas desintegrações, sempre belíssimas. O ideal seria no futuro realizar a manutenção das restaurações apenas nos desgastes das infraestruturas destas obras. Colar algum item que se desprendeu, evitar acúmulos de poeiras que possam manchar, ou temperaturas que deformem. Mesmo que a obra receba um tratamento de limpeza mais profundo, o olhar do perito restaurador deve ser de fato capaz de perceber e identificar quando a intenção da obra é demonstrar o envelhecimento gradativo propositadamente e também vale respeitar as alterações cromáticas que venham expressar a vida em seu real movimento, como o desbotamento das tintas, o amarelecimento de alguns papéis em certas áreas, cuja a intenção do autor é promover a demonstração destas possíveis transformações. 


Natureza e Natureza Artificial do Neoconcreto Contemporâneo.














O Sem Título

Autor: TuliA
Abstrato Gestual Neoconcreto
Fase: Objetos Leves
Isopor, guache e papelão s/ papelão
Ano: 2023

Foto: F. Nhiefson


Natureza e natureza artificial, também é um atributo do novo Neoconcreto, mas que eu vou preferir tratar daqui em diante apenas como o Neoconcreto atual, no seu seguimento do século vinte e um, onde ele funde os dois conceitos filosóficos da criação, a Natura e os frutos da criatividade humana para gerar uma obra de arte. Esta obra, por ser uma peça artística carrega em si a utilidade subjetiva própria da arte de preservar a memória humana, para ser contemplada e observada, mas valoriza também sobretudo a importância da história da vida natural. De modo geral, é quase impossível observar uma peça de arte sem levar em consideração sua trajetória histórica, origem e período no qual foi realizada. 
Nesta arte no entanto não estamos valorizando apenas a evolução do pensamento humano ou como o ser humano se comporta na natureza, embora não se possa eliminar isso, porém se torna evidente que os recursos utilizados não servem mais apenas de suporte para a criação. Na verdade são eles os homenageados nas composições. Se atualmente, qualquer artista de vanguarda fosse expor sua famosa "Tela Em Branco", apontando e demonstrando ao público, sua total consciência sobre a concepção do Objeto em si como obra de arte, hoje ela teria um título diferente. O artista citaria o nome do material desta tela. Talvez fosse, Tela Em Branco de Cânhamo, de Linho ou etc... Teoricamente, estamos a um passo do sonho quase utópico dos artistas se tornar realidade na mentalidade dos seres humanos leigos começarem a ver e interagir igual. Incentivados pelas artes e pelas urgentes necessidades sociais de rever comportamentos e seus conceitos ecológicos em favor da própria existência plena de vida saudável, o público atual, por um fator óbvio de sobrevivência da humanidade já sabe que é preciso encarar sem fantasia e alienação a natureza dos objetos que ela utiliza no seu cotidiano. Começa a aceitar a durabilidade do vidro, do plástico, das ligas metálicas e para qual objetivo cada um desses inventos devem ser utilizados de maneira correta. Já é possível entender estas questões simples e descartar as práticas dos desperdícios, ao invés de descartar toneladas de materiais em lixões públicos, tornando os objetos improdutivos e as matérias poluidoras do meio ambiente. É neste ponto que o atual Neoconcretismo amadurecido entrega ao observador experiente o produto artístico do nosso momento. Pois se não poderemos juntar e guardar todos os adventos culturais, para preservá-los, sem com isso transformar o mundo inteiro num grande museu histórico de inventos e experimentos e também não será possível deter a correnteza de criatividade sempre se expandindo década após década, a própria arte ao lado das outras ciências em evolução, cumpre os desígnios documentais, sintetizando em cada estilo e age como extensão da "Natura", tão bem, protetora e providente quanto a "Natureza" constrói sítios arqueológicos e preserva as histórias das civilizações. 

Aproveito para indicar os links abaixo, cujos textos são bastante relevantes: 
 

Ver: 
"A obra de arte como objeto comum"

"Isso eu também faço!"

"Forma de arte que transformava o corpo humano em uma “obra viva”
"Body Art - Artes Enem | Educa Mais Brasil"

TuliA

RJ 2024       

Conheça nossos vídeos de arte no YouTube:

Playlist: "Teatro  Exposição"

Ou visite nosso blog: 

""O CONTO NO SLIDE""


   


28 de ago. de 2023

Inteligência Artificial Para Artistas e Publicitários. Será Que Interessa?

 Para quem não me conhece, sou artista plástica já faz longo tempo. No início do blog estão à mostra várias imagens de obras de arte que criei muito antes da chegada dos computadores aparecerem em público. No seguimento, como surgiram os programas e geradores de imagens também desenvolvi as minhas fases de artes digitais. No momento a novidade, gira em torno da Inteligência Artificial capaz de realizar com perfeição a imagem digital. Criticada por alguns enquanto é valorizada por outros, eu me coloco totalmente a favor desta nova ferramenta, o problema é que as empresas que oferecem estas ferramentas ainda não deixam claro em seus contratos de uso, o que se pode fazer com elas, como profissional tanto da publicidade ou das artes. 

Enquanto isto não fica esclarecido, prefiro fazer minhas imagens digitais sem a ajuda, das tais Assistentes. No meu blog de "contracultura" tVMontage, fiz um post exclusivo sobre o tema, onde mostro o meu primeiro contato com uma incrível Inteligência Artificial. Logo a seguir, durante uns dias passei alguns momentos observando sua validade para ser usada como Assistente de Artes Plásticas. Ela me entregou em segundos algumas imagens interessantes e muitas outras que precisei trabalhar mais, até conseguir o que de fato queria que ela reproduzisse. Estás imagens, estão todas guardadas a espera de algum dia finalmente poderem ser usadas sem o crivo das tais polêmicas sociais. Este primeiro contato foi realmente bastante interessante e diferente das observações descritas, da maioria dos usuários que procuram conhecer e avaliar os sistemas; me inspirou a escrever uma poesia, e na sequência estabelecer um método divertido de comunicação com a Inteligência. Isto aconteceu por eu já estar acostumada a conversar com as Inteligências Artificiais de texto. Neste caso, melhor que explicar será mostrar, então clique abaixo na imagem, assinada por ela e tire suas próprias conclusões.



10 de mai. de 2022

A Arte E As Grandes Massas

 


Quadro Atual 

Pixels - 2022


"Com o grande sucesso da Internet, timidamente aos poucos finalmente o povo migra da realidade física para a sua extensão na realidade virtual. A seguir, em apenas uma década depois, o ambiente novo muda e passa a refletir os mesmos antigos comportamentos e anseios típicos da sociedade, que "pareciam velados" e agora ficam mais visíveis e palpáveis." 

Na vida coletiva e social de hoje, é difícil falar de qualquer coisa que não esteja associada à economia. De uma forma ou de outra, mesmo que o assunto não aponte diretamente para a realidade econômica que o cerca, a situação estará inserida no contexto e muitas vezes será o gatilho que moverá as pautas da humanidade. Nessa interligação, quase um capricho da natureza operada pela roda da fortuna, regendo nossos destinos, a arte a que me refiro é aquela que é capaz de tomar e elevar o indivíduo, ou que faz as pessoas pararem para pensar diferente sobre a vida. A ferramenta capaz de causar polêmica ou apenas expressar as novas diretrizes de implementação. Ao mesmo tempo paralelamente, arte e economia flutuam sob e acima de toda a opressão atual e evolução social e parece que os outros meios, educação, saúde, trabalho, ciência, filosofia, humanidades, política, religião, leis e tudo mais que sustenta a vida , se dissolvem em trechos, cenas de um filme. A arte é sempre um reflexo do nosso estado de espírito. A arte pura que exalta a consciência não é muito comum nas redes sociais e seus artistas dificilmente "viralizam", segundo a linguagem do meu país de origem, o Brasil. Mas isso também é possível e raro. Nesse caso, fica mais fácil para o público acompanhar as notícias de quem já foi reconhecido, morto ou vivo, no mundo todo ou em seu próprio país. São os consagrados famosos, motivo de orgulho em qualquer nação. A maioria das personalidades que foram polêmicas em sua época ou até mesmo pouco conhecidas, mas que no seguir vão servir de modelos. Na verdade, sobre evolução das mentalidades das grandes massas, as coisas não mudaram em nada desde as últimas cinco décadas. Nesse sentido e nessas questões do pensamento, embrulhadas nas novas linguagens das tecnologias aumentaram as opções de escolha apenas aparentemente. No geral continuam atraídos pelas oportunidades de crescimento individual, mas no coletivo dos internautas, as novas ferramentas ainda tendem a fortalecer e valorizar as tendências massivas, dos estilos e produções mais populares possíveis. Esta é a geração que mais exalta e nivela por baixo a qualidade da vida humana no planeta nas últimas doze décadas. Após 120 anos de resistência, lutas sociais de vanguarda para garantir as liberdades elevadas da consciência humana, conquistadas gerando o legado da riqueza coletiva, começam a desmoronar e algo estranho acontece em nossas populações, a começar pelo gosto popular escarnecedor que busca ofuscar e humilhar as inteligências que vem a seu favor. As ferramentas não ajudam a envolver a população num ambiente mais promissor e reflexivo capaz de elevar o espírito e seu gosto cultural e a partir disso,  naturalmente também resolver seus problemas financeiros. Repetem velhas fórmulas de alienação. Assim como os museus, os teatros e os centros culturais estão diariamente abertos, para visitação pública, a maioria grátis, mas somente um público exclusivo costuma frequentar. A maioria da população passa pela porta e não entra. Algumas exposições de artes plásticas, trazendo artistas famosos internacionais, atraem a população, de vez em quando e para gerar este fenômeno, investem nos eventos fazendo propagandas em rádio e televisão. Os anúncios das bienais de livros e mostras coletivas de arte, também são divulgados com menos empenho, daí merecem pouca atenção. Dentro das redes sociais existem páginas e canais de vídeos, com seus públicos frequentadores, porém apesar da frequência nem eles, na maioria,  conseguem monetização, por não atingirem um grande e massivo público diariamente. Exatamente vivenciando, envolvida no meio disso e por isso posso até me considerar uma autora de sucesso dentro dos "meus limites" impostos dentro das redes sociais de vídeos de curtas. Porque meu público é restrito, mas diversificado, pequeno, mas sincero e apreciativo. O mais surpreendente é que as pessoas vêm de diferentes círculos culturais, credos e estratos sociais. E como eu sei disso? Eu visito suas galerias de vídeos. Alguns também postam e os outros sempre carregam playlists, então é fácil ver o que eles dão mais importância. Pode-se dizer que é um público popular raro, que gosta de variar o cardápio, mas eu mesmo que considero minha arte rara e também diversificada às vezes me questiono o motivo de estar ali.  Produzo essa arte polêmica e estigmatizada, arte contemplativa intelectual, ou arte "refinada", para alguns, "arte estúpida" para os leigos e conservadores. Chamo de arte negociável, diferente de comercial, pois, em caso de sucesso, por ser negociável, não falta quem a patrocine, mesmo que seja algo especial. A princípio voltada para públicos-alvo específicos ou seletivos, mais tarde quando uma dessas obras se torna famosa enquadra-se bem no perfil coletivo que aceita a premissa: "Todo mundo tem um pouco de médico e de louco". Como forma de buscar o conhecimento geral para se manter atualizado, as pessoas espiam fora de suas caixas, absorvem docilmente algo (pra elas novo) considerado de alto valor cultural, da mesma forma que às vezes se dão ao luxo de comer em um restaurante mais caro e se preparar para saborear um novo prato recomendado pelos amantes da "boa comida". Depois de provar as iguarias, não falta julgamento da "grita popular" dividido em aplausos de aprovação ao lado de quem faz cara feia, mas que aceita por ser nutritivo e também dos enjoados que desprezam os refinamentos do paladar. É assim que eles fazem com certas artes interessantes, que chamam a atenção de autoridades, mas no resto do mês, sem mais estímulos, todos voltam a mergulhar no cotidiano de suas preferências. Enquanto isso, artistas como eu, criadores de conteúdos extraordinários ao gosto comum, estacionamos nossas pequenas ilhas de sonhos nas plataformas, cada uma carregando seus ideais diferentes e o que me move a usar esse tipo de suporte é o desafio de desenvolver em segundos e minutos apertados, profundos e longos, ideias duradouras, coletadas alí. Até que outras plataformas me atraiam ou o meu interesse se esvazie. Achei que o minuto pode ser muito mais trabalhado e devemos aproveitar essa recente tendência das grandes massas que aderem febrilmente à moda dos shorts explodindo em 2021 e 2022. Tomara que a tendência dure muito, o período de pico já pode estar se aproximando mas espero que esteja longe. Há dez anos eu comecei no YouTube com vídeos curtos, eles mostravam segundos, os outros criadores trabalhavam os videoclipes por cinco a dez minutos e eu tinha pouquíssimas visualizações. Vídeos curtos não eram monetizados, considerados talvez pouco profissionais, mais usados em comerciais de TV ou pequenos trailers. Eu mesmo aproveitei a técnica para blogar, o que logo me atraiu já que os vídeos não tinham muita audiência. Mantive o canal mas preferi conhecer melhor outros ambientes virtuais. Alguns anos depois de repente tudo mudou, vendo outras plataformas fazendo sucesso com os insignificantes curtas, o YouTube também decidiu monetizá-los. Ocorreu-me que o crescente incentivo à criação de curtas, impulsionado por empreendimentos econômicos fáceis e lucrativos, despertou nova geração de usuários e a minha criatividade artística novamente acendeu a velha chama. Mas meus vídeos ainda são artísticos. Que bom que agora por este post você já sabe e se quer visitar minhas galerias terá ideia do que vai encontrar. A minha novidade atual é que resolvi migrar os vídeos que apresento nas plataformas para o ambiente artístico mais reservado do "O CONTO NO SLIDE". Este é o meu blog exclusivo de Vídeos de arte e experimental, que contém também uma pequena coleção RetRô de primeiros Gifs e estilos de Visuais Animados que fiz para aprender e me divertir. Alguns você até pode baixar donwload e guardar de "lembrança". Estou levando aos poucos o material para o blog, mas já está apresentável. Acesse clicando no título acima.


Por: TuliA

Documento 2022 -  bR  


13 de fev. de 2022

A Terapia das Artes

 

Quadros Na Parede 

Pixels 

2022


Ou, como é reconhecido atualmente, a "Arte Como Terapia", não vai tornar o apreciador de qualquer arte em artista mas vai promover uma grande paz de espírito e mais confiança em si. Sobre ser ou não um artista plástico, falo sobre isto no post abaixo: O que é Obra de Arte? Alguém pode me explicar?

Mas este post aqui e dedicado aos apreciadores, que tanto se identificam com arte, a ponto de pensar em exercitar também um pouco. Eu conheci pessoas que nunca pretenderam se tornar artistas famosos, não encararam suas habilidades como profissão porém fizeram belos quadros. Na minha casa existem alguns quadros belíssimos assim, que herdei dos familiares, amigos e parentes. Caso você seja inclinado a isto, ao meu ver, deve sim gastar horas do seu precioso tempo em algo que só vai favorecer. Vamos chamar isto de "Hobby" ou abrasileirando, "Passatempo", que segundo a Wikipédia é a denominação dada a uma atividade de entretenimento livre que o indivíduo desenvolve sozinho ou coletivamente, mas não deve ser confundido com jogo, que é uma diversão envolvendo regras e determinados objetivos. 


Desde o século dezenove, talvez antes, sábios ilustres estudaram a arte como terapia, o que acabou resultando em ciências comprovadas e deu surgimento a Arteterapia, no entanto aqui não vou me aprofundar tanto, pois não falo de um tratamento mas apenas de uma prática social que pode interessar, como um auto melhoramento. Tanto é que as escolas, já reconhecem que oferecer oficinas de arte, ajuda o desempenho dos alunos em outras disciplinas. 

Talvez alguém discorde de mim, quando digo que esta prática promove bem estar, alegando: "Ao contrário, os artistas as vezes ficam nervosos e muito sensíveis quando estão mergulhados em suas criações!" É uma verdade sim. No entanto a cabeça dos artistas funciona de um modo diferente, muito parecido com a de qualquer profissional quando se depara com problemas a resolver em sua profissão. 


Para saber qual arte se deve praticar como Hobby apenas se descobre testando. Se você iniciar um curso de desenho e pintura ou comprar materiais para iniciar sozinho, deve experimentar uma grande paz que logo te leva a concentração. Se você não sentir isto, apesar de entender tudo que é ensinado, continua agitado, significa que está no lugar errado. Saia fora imediatamente e procure outra arte, até encontrar o seu lugar. 

Minha vivência neste campo, é bastante substancial. Dei aulas de pintura e desenho para adolescentes dois anos, ajudando a montar uma oficina de artes no bairro do Catumbi nos finais dos anos 80. Morei 4 anos na rua principal do bairro, em um daqueles casarios que foram "tombados historicamente" pelo governo, precisamente na Rua do Catumbi. Certa vez, nós moradores, recebemos o convite do Presidente da Associação de Moradores para uma reunião que tratava da oferta de se montar uma Oficina De Arte local, dirigida pela criadora do projeto, Marisa Cortes, que tinha todos os subsídios garantidos pela Fundação Rio, aqui no RJ. O Presidente da Associação, infelizmente não lembro mais o nome, que era proprietário de alguns casarios desocupados, ofereceu um casario enorme para a oficina e cedeu outro para a fundação de uma biblioteca infanto juvenil, que também começou a funcionar com a ajuda voluntária do povo local, de entendidos no assunto. Eu fui a reunião, me simpatizei com a iniciativa, trabalhei um ano como voluntária e no ano seguinte resolveram me pagar mensalmente, inscrita na folha de pagamento da Fundação Rio como "Orientadora Técnica", já que eu era de fato artista plástica, mas não tinha licenciatura. 

Precisei elaborar um curso para apresentar aos alunos. Meu aluno mais novo tinha nove anos, o mais velho quinze. No ano seguinte ainda eram os mesmos e a turma aumentou, apareceu até gente de dezessete. O desempenho deles foi excelente e me deixou satisfeita e admirada. 

No fim de cada ano, havia o bazar da Oficina onde os alunos de cada Orientador, doava um trabalho para a venda. O dinheiro servia de "caixa de melhoramentos" e incentivo para alunos em negociar se quisessem se profissionalizar. As obras dos meus alunos não eram vendidas mas foram exibidas em painel e notei que o público elogiava a todos como verdadeiros artistas em exposição. Contudo, em ateliê eu conversava com a turma aberto e claramente sobre a situação. Quando perguntei, "Quem pretende seguir a carreira de artista?" A maioria respondeu, "Quero ser médico, ou professor, administrador, etc e etc". Eu desconfiava que havia dois alunos, que pareciam ter fortes tendências. Apesar desta consciência que adquiriram, continuavam frequentando e a cada dia se tornavam mais equilibrados. Quando chegaram ali nas primeiras aulas, tinham muitos preconceitos sobre arte e entornavam tinta na mesa toda hora, riam por qualquer bobagem, tudo típico da inquietude efervescente da juventude. Eu desenvolvi o método de realidade e técnicas que rompem com as "bobagens infanto juvenis" para uma liberdade juvenil mais inteligente, por que o adolescente gosta de verdade e ser tratado com respeito. Aliás, quem não gosta? Lá para o meio do curso eu já saia da sala para ir tomar café e conversar com amigos professores. Ficava bem uns dez minutos ou mais e quando voltava estavam todos em silêncio, concentrados. Caso algum material sujasse a mesa, imediatamente era limpo sem constrangimento, sem incomodar. Antes de abandonar ateliê, tudo ficava em ordem para o retorno. Eu não ensinei, só orientei algumas vezes, mas a mente deles percebia rápido como agir e isto ocorre naturalmente dado ao exercício artístico de se encontrar soluções. Sinceramente aprendi muito, observando estes admiradores das artes plásticas, mas que não eram artistas, ou ainda não se reconheciam assim. Mas um dia, no ano seguinte me apareceu em sala uma jovem de uns doze anos, super ativa e inteligente que falava muito. Dois meses se passaram e continuava tal qual chegou. Aprendia tudo com facilidade, era educada mas sua agitação era desconcertante. Um dia chamei a mãe dela, que trazia a mocinha para a aula e expliquei o seguinte: "Sua filha é um amor de pessoa, muito inteligente mas não está se adaptando a aula de artes plásticas. Vamos procurar outra arte pra ela desenvolver aqui na Oficina." A mãe concordou e no mesmo instante fomos visitar, de sala em sala, as outras atividades. Havia alí, aula de macramé, batik, pintura infantil, papel machê entre outras e subitamente ela escolheu tapeçaria. Interessante é que ela era a única mocinha da sala, algumas jovens adultas e a maioria das alunas eram mulheres, senhoras bem mais velhas, que por sinal tinham grande habilidade e criatividade. Elas não faziam apenas tapetes. Comprei de uma delas uma bolsa super colorida que usei durante anos. Daí passei a espionar minha ex discípula e sempre a encontrava totalmente mergulhada e quieta.


Tomara que este texto sirva para incentivar, no mais espero que funcione. E mesmo que não se torne um artista plástico famoso divirta-se, decore sua casa, dê de presente. Quem sabe gostem e vá parar na estante ou na parede.  



18 de dez. de 2021

Diante Do Vermelho

 

Diante Do Vermelho - Vídeo

Recortes 

Pixels 2021



Livro Branco - Vídeo

Pixels  2021


Os anos eram 80. Desde a década de 70 os jovens artista viviam momentos sublimes de inspiração vindos do Oriente e esta tendência se expressava na música e maioria das artes. Apesar dos problemas terrenos de toda origem serem muito  fortes, escapávamos todos em busca de elevação espiritual. A população como um todo, observava e também bebia dessa fonte, crédula ou não, mas o fato é que percebiam que a produção artística mundial seguindo o crescente da história do século vinte era de qualidade, fosse mais materialista ou metafísica. Poderia ficar aqui escrevendo um texto que desse um livro, passando o conteúdo das evoluções e efervescência cultural deste período, mas ao contrário pretendo ser breve e objetiva. Devo acrescentar no entanto que sentimentos verticalistas libertários se culminaram e se manifestaram no âmago coletivo em todas as direções dos sonhos e ideais, forçando melhorias sociais e em favor da Natureza, alterando o pensamento da humanidade. Muitas conquistas foram realizadas em meio a muitas divergências e devemos admitir que no seguir, nem todos conseguiram acompanhar com clareza a evolução, resultando também em declínios de mentalidade e comportamento coletivo, a partir dos anos 90, misturados e engajados nos adventos. Bem, talvez esta seja a ordem natural dos acontecimentos, "Primeiro a subida depois a descida até que todos conheçam o terreno". Pessoalmente nesta época de 80  eu acabava de sair de uma fase artística, que pretendo narrar num próximo futuro post e estava mergulhando no Abstracionismo, com todos os seus meandros, passando por kandinsky e Mondrian expondo a famosa Tela em Branco e outros artistas do movimento. Para mim foi o marco da personalização maior da minha arte, compreendida e aceita pelo público. As fases anteriores também foram elogiadas mas a aceitação era mais limitada. Nos anos 80 realizei boas exposições de artes plásticas e também desenvolvia a literatura, a poesia e unia as vezes uma a outra e descobri na prática os valores da Poesia Visual. Foi aí neste tempo o início do que apelidei de Fase Vermelha e fiz minha primeira individual. Postei no YouTube  vídeos, atuais,  que seguem a temática deste período. Se der, no futuro poderei escrever sobre as minhas exposições, seguindo a cronologia e narrando os detalhes das exposições. Mas isto leva tempo e o tempo anda. Nos posts abaixo vcs vão encontrar outras referências à fase vermelha, abstracionista e construtivista. Eu prefiro deixar assim, com um ar meio de mistério. Divirtam-se, clicando nas imagens, elas levam aos vídeos.  

26 de out. de 2021

Teatro Exposição : Novidades Nas Artes Plásticas

 


"O mundo é corrido". As pessoas passam rápidas demais pelas coisas que exigem contemplação. Acostumadas com imagens que se movem, letreiros que piscam, só param para ler as informações escritas sobre as imagens meramente ilustrativas, anunciando as coisas de seus interesses. Estão ali para a sociedade apressada, a imagem contemplativa do pão, do eletro doméstico, da paisagem convidativa ao turismo durante as férias. Mas além da vida apressada, tudo continua o mesmo que era antes, as flores, as árvores, os animais, as artes. Estas e mais outras realidades, para serem de fato apreciadas exigem um olhar mais demorado. 

Eu tive este insight em setembro de 2021, no início do mês e trabalhei uns dias nesta nova forma de apresentação que induz ao contemplar. O assunto é "artes plásticas". Tudo pronto, então em 09 de setembro do mesmo mês inaugurei, eu e Deus, sem maiores alardes, o "Teatro Exposição". Estamos no final de outubro e ele ainda está sendo divulgado como lançamento, no YouTube e no TikTok. Na verdade, a apresentação é realizada mesmo em vídeo, no formato "shorts" que varia de segundos até 3 minutos. Para o nosso teatro a performance é em média de 60 segundos. Criamos uma playlist no YouTube exclusiva do evento, que já conta com dez vídeos novos. Como quem me conhece já sabe, meu canal no Youtube é tcpshowvideos e no TikTok, tcpvideostiktok. 

Aqui Neste post, e no seguir, estão dois vídeos, que vão levar Vcs a se inteirar claramente sobre a novidade: 

O primeiro explica o que é profundamente em teoria o Teatro Exposição. Clique na imagem do Teatro Emojis Vanguarda. Acho importante ouvir esta chamada. 

O segundo vídeo, é a exposição de lançamento, apresentando a obra em pixels, O Ovo Da Serpente. Clica na imagem, para assistir. Não esqueça de deixar seu comentário, pois isto colabora para a plataforma se animar em veicular melhor o trabalho. 

Este vídeo está na postagem abaixo, que tem um texto muito grande, que repete o que falamos aqui agora, e uns pormenores pessoais. Mas espero que entendam a importância de estender e dar um maior destaque a notícia.

                                                    TCP 💛🛸🙃

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21 de fev. de 2015

Underground em HQ

Leia toda a página em HQ no Blog BARCA e conheça nossa biblioteca de páginas raras e contemporâneas  da WEB.

Desde que a humanidade apareceu na face da Terra e precisou evoluir, abandonando antigos valore sociais estagnados e já prejudiciais a sociedade, surgiram espontaneamente os movimentos de "revolução" em favor de novos modelos de vida mais edificantes. A Contracultura, como o nome já diz, trabalha contra a cultura popular vigente, questionando abertamente o modo mecânico, condicionado e horizontal de massa. Em cada época, em que esta reação adversa emerge, sacudindo os valores humanos que são capazes de gerar conflitos sociais desumanos, a Contracultura recebe vários títulos e subtítulos diferentes, como por exemplo, o movimento Existencialista em 1940, A Semana de Arte Moderna em 1922. Segundo os historiadores atuais o termo Contracultura surgiu na década de 60 e o movimento de Contracultura dos anos 60, 70 e 80 recebeu o rótulo de movimento Hippie, por ter sido o  destacado entre outros grupos de igual natureza verticalista na época, a ganhar um maior número de adeptos em termos mundiais, eu participei naturalmente e ativamente em 70 e 80. Sua atuação essencial e pensadora foi de fato importante por que era um grande movimento que defendia várias frentes idealistas ao mesmo tempo. Contudo,  particularmente, as pessoas tendiam também a dar um enfoque maior e se aprofundavam sobre um determinado problema social, foi um belíssimo movimento cultural; uns tendiam a defender a ecologia, outros a vanguarda artística contemporânea, literária, musical, plástica ou teatral, outros enfocavam o feminismo, a paz mundial,  o movimento negro, a liberdade sexual, a cibernética,  questionavam a sociedade de consumo, observavam a religiosidade, filosofia, educação, ciência, política e abraçavam mais uns cem números de causas que também se entrelaçavam. Dentro da turma ativista ou movimento, não cabiam os separatismos raras as exceções em que as vezes as pessoas se contradizem, rsss... mas todo mundo estava mais interessado em evoluir e se esforçava para abandonar também os próprios defeitos. Nos anos 90 o movimento começou a se diluir, dando espaço às novas gerações. Podemos concluir que em muitos aspectos obtivemos conquistas radicais, mas muitas causas ainda estão em andamento e ainda estamos aí, mais underground do que nunca.


Desde 70 a minha atuação é do tipo universal e como artista plástica, escritora, musicista e etc, já naquela época fazia a minha parte sem dar uma importância relevante ao fato de ser mulher. Mas, conheci pessoas que faziam parte desta tendência, ora feminista ora feminina, sendo que o feminismo enfocava os direitos trabalhistas e o feminino evocava a personificação feminina como expressão, na obra de arte. Dentro da arte haviam várias vertentes questionadoras desde estudos sobre a arte em si mesma até a arte engajada, político social e existencial.  Eu também faço quadrinhos e gostaria de convida-los a frequentarem o meu blog underground tV MONTAGE, tV em HQ. Para postagem, entre no livro de visitas.

4 de out. de 2014

Nos Anos 70 de Contracultura

Xerox
1980 / 81

Comecei a desenhar e pintar com seriedade nos anos 70. Exatamente aos 17 anos resolvi finalmente o meu dilema de "Qual Carreira Seguir"; mas eu adorava música e ela me segue até os dias de hoje, como uma musa inspiradora, que as vezes me faz compor algo para emoldurar  criações em artes plásticas. Fiz este desenho em nanquin, para ser arte finalizado em xerox, ouvindo qualquer coisa entre Pink Floyd e Led Zeppelin. As máquinas de xerox chegaram no BR de repente em cada esquina da metrópole nesta época, RJ início de 80 e eu fiquei maravilhada com o resultado das tonalidades cinzas, do branco ao negro aveludado das primeiras máquinas. Foi uma sincera homenagem aos rapazes que estavam tocando naquele momento no aparelhinho de som . Não me lembro da data ao certo, lembro-me bem da cena, eu e uns amigos gostávamos de desenhar juntos, sentados no chão, cada um com sua prancheta e os materiais espalhados. Era muito divertido, isto nos mantinha concentrados por longas horas, em silêncio ouvindo som . (Continuo a postar mais tarde).

 

17 de ago. de 2014

NA CASA DOS AMIGOS


http://www.bookess.com/read/20863-monumenta-imagem-e-book/
Sobre o lançamento da coleção Imagem e-book, a baixo, no próximo post, fiquei surpresa e super lisonjeada com a opinião dos amigos. No período do lançamento, eu e o escritor de ficção J.J. Gremmelmaier trocávamos alguns presentes. Ele me enviou e-books de textos de seus livros, que estou muito interessada em ler. As vezes um artista compra a obra do outro, mas as vezes apenas troca, até porque é comum a obra estar inacabada, em andamento. Queremos ouvir a opinião uns dos outros. De minha parte enviei um Imagem e-book para J.J., o Monumenta. Não esperava que eu acertasse tanto na escolha do presente, pois ele deixou por minha conta. Dias seguintes, recebi um e-mail fantástico de Gremm. Ele se divertiu muito com a imagem e me enviou em e-mail um arquivo em PDF com 14 pranchas que ele trabalhou, "descansando" um pouco do seu próprio trabalho de escritor. Queria ver e sentir as possibilidades. Adorei as experiências, em especial a que postei aqui em estilo de "tapeçaria". Realmente ficaria lindo uma tapeçaria enorme...infelizmente não sou tecelã, mas está aí uma ideia magnífica.


Ele fez algumas variações em Pixels - 2014 sob/Monumenta.
É bom saber, que nossa arte é capaz de sensibilizar outro artista.

A seguir J.J. foi até a editora Bookess, onde nos conhecemos e fez o seguinte comentário:
"_Monumenta como arte, como inspiração, posso tirar dela o moderno, o religioso, o virtual. Posso tirar a inspiração e transpiração. Muito bom." _Qualquer cometário por mais simples que seja deixa todo artista feliz, mas não se pode negar que comentários tão profundos, analisados e substanciais, nos deixam verdadeiramente emocionados e merecem até serem citados, tanto o comentário como a essência do autor, principalmente por se tratar de algo espontâneo,  simples e desinteressado.
Sobre João José Gremmelmaier:
J. J. é escritor de ficção, economista, arte-finalista e viaja profundamente num realismo fantástico genial que já lhe produziu mais de 56 obras, das quais ele retira sempre mais inspiração e uma vivência espetacular. Sua força produtiva e expansionista é a sua marca e trabalhar a obra, molda-la várias vezes, gerando de si um caleidoscópio da própria criação é o seu especial e peculiar estilo. Visite a estante em http://www.bookess.com/profile/joaogremmelmaier/books/ e o seu blog em http://gremmelmaier.blogspot.com/

6 de ago. de 2014

Divulgando

Imagem e-book   *  Colecione........................................................................... 

8 de mai. de 2014

No Blogger, no Flickr e no YouTube

Meu coração digital se expande,
inspirado se expressa na natureza,
pulsando junto ao planeta,
não posso deixar de admirar um bichinho ao sol.


Pixels 2010



Gostaria de ver algumas fotos deste vídeo separadamente? Click e visite o álbum
DINÂMICA no Flickr.

15 de abr. de 2013

Por aí...

Pixels 2013

 Pixels 2014

Não adianta negar, nem tentar disfarçar, os anos passam. Quando era mais jovem adorava ler histórias sobre entes mágicos, mas eu nem imaginaria que acabaria me transformando em um. Algumas pessoas acreditam que todo aquele que passar dos trinta anos e manter a cabeça jovem, renovará o espírito. Mas o que de fato acontece ao meu ver, é que apenas acrescentamos e o que se renova é a sociedade a nossa volta. Em certa hora olhamos para nossa vida e sabemos tantas coisas e vivemos tantas situações que aos ouvidos dos mais novos parecemos pessoas de outro mundo, hi, hi... Na verdade não foi por isso que eu fiz estes autorretratos, eles fazem parte de um estudo para um novo livro que pretendo lançar, sem data marcada. Estou trabalhando nisso já a bastante tempo. O que posso adiantar é que se trata de um catálogo de bijuterias onde pretendo mostrar ao mundo esta faceta de criadora de balangandãs. Também estou projetando um livro com um novo Brinquedo de Papel, que é a minha fascinação dos últimos anos. Como o tempo vai girando e muita inspiração é sempre bem recebida, existe uma lista de criações aguardando a sua hora de ser apresentada. Bem, se você quiser conhecer mais criações que já foram realizadas e estão disponíveis em downloads grátis, visite o blog oficial: http://teoros.blogspot.com, mas caso pretenda adquirir algum dos meus livros publicados visite o site da editora: http://www.bookess.com/profile/tcpbookess/books
Bjs! Ass:TCP

14 de abr. de 2013

Estilosa

Pixels
2010

Estilosa! _ Esse é o melhor elogio que já recebi, da safra de jovens artistas. Eu cresci amadurecendo em todas as minhas fases e consciente de não abrir mão de nenhuma delas, sentindo-me uma artista universal e livre para me expressar em qualquer estilo. Não me arrependo disso, pois o que mais se pode ganhar em ser artista é a felicidade de criar e a criação não seria criação caso não tivesse asas e no meu caso as asas são muito longas. Contudo na época a "Fase Vemelha", foi a que me abriu mais portais. Embora todos gostassem dos meus demais estilos, somente a Fase Vermelha me proporcionou os convites mais especiais. Eu fazia as pinturas em papel ou em tela em tamanho grande e ao mesmo tempo fazia  pequenos na forma de cartões.  As pessoas que compravam os cartões ficavam interessadas em obter um trabalho grande e assim fiz ótimos negócios. Não demorou, fui convidada a realizar a minha primeira exposição individual na galeria do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, da FUNIARTE em Niterói, no RJ em 1991. Eu fui contatada pelo pessoal do Centro Cultural em novembro de 89, numa exposição coletiva, montada por mim e uma amiga, a artista plástica Helenice Bueno que também fazia "abstratos". Nós montamos a exposição no "Espaço Bar", um barzinho na zona sul de Niterói, que tinha música ao vivo quase toda noite. O dono do bar nos ofereceu um coquetel de abertura e pode-se afirmar que a exposição "Expressão e Construtivismo" também agitou a noite dos finais dos anos 80.                                                                                                                                               Armadilha:  Hoje estou com 57 anos e embora me sinta uma menina, rsrs, após 40 anos de trajetória no universo das Artes, já posso dizer que "eu sou do tempo", que artista plástico ia com o quadro debaixo do braço para rua e saia por aí "dando o seu jeito" afim de divulgar a obra. Não havia internet e cada um se guiava pelo instinto ou inspiração, entrando em concursos para participar de exposições de renome, fazendo coletivas e muitos outros esquemas, que aindam existem, até conseguir ser reconhecido e sua obra ser divulgada em revistas e vendida em galerias famosas.  Um dos problemas do artista plástico brasileiro, é que ele tem que tomar muito cuidado com esse esperado "reconhecimento". Após ser selecionado pelos críticos e avaliadores profissionais do nosso meio, o artista tem passagem livre a todas as galerias de arte do país e obviamente passa a vender muito bem seus quadros, gravuras esculturas e etc, o sonho e meta da maioria. Porém o autor fica preso dentro de  uma redoma de "estilo". Explicando melhor, se o artista fez sucesso como "surrealista" por exemplo, ele só poderá expor em qualquer galeria que seja, suas obras surreais. Será sempre mencionado como artista surreal e caso o artista continue criando em outros estilos, tais obras não poderão ser vendidas nas galerias. As novas obras devem ficar isoladas em sua residência a espera de "colecionadores" que gostam de investir em preciosidades e raridades que costumam valer muito, após a morte do artista. Caso você seja como eu,  artista visual de várias facetas, deve deixar isso bem claro desde o início e não ceder as pressões do mercado. Isto talvez possa não ajudar muito a se "consagrar", mas garante a liberdade e tudo é uma questão de sorte! Eu tive a sorte de ser convidada a expor obras abstratas da "Faze Vermelha" na Bienal de Berlim nos meados de 90. Fui contatada pela agenciadora de artes Simone Caldas. A princípio aceitei o convite e fiquei radiante e lisonjeada em ser uma das escolhidas pelos críticos alemãs, do pacote de artistas brasileiros que seriam introduzidos na bienal por Simone. Simone havia comprado alguns dos meus trabalhos em aquarela e após sua curta viagem a Alemanha, na qual participei da festa que os amigos fizeram antes de sua partida, ao retornar ela me trouxe as novidades sobre o evento. Ficaríamos em Berlim uma semana com todas as despesas pagas e as aquarelas  na bienal até o final da exposição. Contudo eu procurei me informar com a agenciadora acerca do "seguro" sobre o valor das obras, durante o transporte e a resposta não foi promissora. A bienal não cobria o valor das obras, caso elas sofressem algum dano ou acidente. Apesar de poder me arriscar e expor mesmo assim, preferi não aceitar o convite e não participei da bienal. Assim como o dia vira noite e a noite vira dia, fatalmente e imediatamente eu teria me consagrado no Brasil caso aparecesse nesta importante exposição internacional. Não me faltariam galerias abertas, só de lerem meu curriculum, que justiça seja feita é bem pequeno em termos de exposição.  Contudo posso dizer, que sou uma das poucas pessoas do meio, que recusaram uma proposta dessa. Além disso, escapei da armadilha de ser rotulada como pintora "abstrata construtivista", o que me deixa satisfeita, já que o computador e a Internet estendeu nossas possibilidades criativas e me abriu inúmeros horizontes. Clique aqui para ver no blog algumas imagens da "Fase Vermelha".