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28 de nov. de 2022

NóS e A ContrAculturA

 Não adianta ocultar, fingir que não vê ou atribuir louvores a outros autores. Justiça seja feita e verdade seja dita a ContrAculturA está mais viva do que nunca na Word Wild Web, ou seja na Internet, perdendo apenas em estilo para o surgimento do 3 D, o grande lance, o tal "novo" tão esperado e anunciado pelos artistas plásticos dos anos 60, 70 e 80. A ContrAculturA atualmente, é a "coqueluche" da decoração do Ciberspaço ao menos na última década e ganhou adesão até mesmo das grandes mídias, "pegando pesado" nos comerciais. Se você é interessado em arte contemporânea e acompanha o movimento, certamente não deve estranhar estas informações. Mas se você pensa que está vendo coisas novas na Internet, coisas que não existiam antes, saiba que está redondamente enganado. Vamos então "de brincadeira" fazer aqui um teste. Observe atentamente a obra de arte a seguir: 


Bela não é mesmo? Não,  esta imagem não é de minha autoria. E a maioria das pessoas que não a conhecem vão naturalmente imaginar, se tratar apenas de mais uma imagem digital de última geração, que usa stickers, carimbos ou colagens criadas num programa editor de imagem, afinal ela é tão atual. Mas, em verdade esta obra de arte, é uma autêntica litogravura, que foi criada há 50 anos atrás, por  Peter Phillips, um dos artistas que fez parte do movimento da Pop ART, atualmente consagrado entre outros mundialmente famosos. Ele atualmente está com 83 anos e tem um site incrível: 

https://www.peterphillips.com

A página expõe uma coleção muito grande de obras do seu acervo pessoal e ele  montou também um lugar especial para visitação pública. Se você pretende viajar e aprecia artes plásticas esta é uma grande oportunidade, tudo está bem explicado no site. 



Peter Phillips

Sem título

serigrafia, colagem

70 cm x 100,0 cm

1974

Impresso na Itália 


Logo os anos passaram, porém inspirados nos recortes e colagens da Pop ART, no seguir outros artistas deram vazão as suas criações, com aqueles mesmos toques de irreverência próprios das técnicas e estilo, pois filha legítima da Contracultura, a Pop ART já nasce como meio  revolucionário adequado, deixando marcas importantes por onde passa e por onde passa tudo gira em transformação até chegar finalmente a harmonia. Nos links abaixo você poderá se informar um pouco mais sobre: 


*Stickers e Outros*


"Mais que um Sticker. Uma expressão urbana – Beta Redação"

http://www.betaredacao.com.br/mais-que-um-sticker-uma-expressao-urbana/amp/


"Emoji faz 36 anos; conheça a evolução das 'carinhas' na Internet | Internet | TechTudo"

 


E se você gosta de ContrAculturA, conheça o meu blog http://tvmontage.blogspot.com.br .


10 de jan. de 2022

Pixels

 


Nankin, Xerox e Pixels. 2021 - Vídeo 

"Agora os tempos eram de muita novidade e renovação,  liberdade para desenvolver técnicas do passado e presente sempre de olho no futuro, misturas e experimentação." É assim a descrição do vídeo " Nos Anos 70 De Contracultura - Pop Art", que postei esta semana no YouTube e vc poderá assistir clicando na imagem acima. 
Para entender este post vc terá que ajudar interagindo um pouco, evitando que eu escreva um texto enorme com coisas que já foram ditas no blog. Rolando o blog, vc vai encontrar esta imagem atualmente recriada em "pixels" e vai entender todo o sentido da coisa. 
Não existe atualmente em literatura muita informação precisa sobre a Contracultura que floresceu  na década de 70 em vários sentidos os quais ela influenciou profundamente. Encontrar material de estudo é difícil até mesmo para quem procura fazer teses universitárias sobre este movimento histórico. Não pretendo aqui estender o assunto explicando os motivos disto, mas se vc é um interessado em arte desta época, vai se valer do depoimento dos artistas que viveram o momento ativamente, já que ainda não existem dados completos para estudos didáticos e literários. Posso adiantar que nos anos 70 e a partir, nós os jovens artistas estávamos completamente empenhados em reestudar toda a história das artes dos séculos anteriores e fazer reeleituras dos novos movimentos gerados no século vinte, unindo técnicas, misturando elementos.
A nossa paixão era intensa, voltada para a conquista do novo, conforme explico no post abaixo que será de grande ajuda vc ler também.
Nossa incessante busca, não era estimulada por promessas econômicas, típicas das carreiras promissoras. Desde o passado distante até o hoje e o agora, o mercado de artes plásticas mundial, não se parece em nada com as outras profissões, que garantem sustento e enriquecimento. O destino de um artista plástico é sempre incerto e o que move o indivíduo a continuar, tem que ser maior que as necessidades vitais ou as ilusões passageiras, de fama do ego.
Além da minha produção artística pessoal, muitas outras realizações, estudos, técnicas e experimentos desta época, que não aparecem no meu blog, será possível ser encontrada em arquivos iconográficos de bibliotecas ou blogs e sites oficiais dos próprios artistas. O ditado popular diz o seguinte: 
“Uma imagem vale mais que mil palavras”. É uma expressão popular de autoria do filósofo chinês Confúcio, utilizada para transmitir a ideia do poder da comunicação através das imagens.
Porém, assim como as interpretações das palavras podem ser distorcidas, pode acontecer também de uma imagem não ser interpretada corretamente. Aliás este fato é muito comum, ocorre e já ocorreu inúmeras vezes na história das artes. Por isso, as vezes apenas mostro as obras de arte aqui no blog, mas subitamente resolvo escrever na tentativa de deixar claro o que se vê.
Mas sobre "Pixels, que é título do blog? Aonde ele aparece na história desta safra de artistas? 
Ele aparece no resultado de nossas pesquisas ópticas e pictóricas comprovadas nos espaços virtuais. A extensão do estudo da cor e da forma que a anos já estimulava toda uma geração científica. O surgimento do pixels foi a resposta aos anseios dos artistas criadores, observadores e responsáveis pelos conceitos atribuídos a imagem. A palavra pixel é uma combinação dos termos “picture” e “element”. Ou seja, “elemento de imagem”. É a menor unidade de uma imagem digital, independente de sua fonte. Baseado nas cores primárias, cor luz, com o desenvolvimento da informática finalmente chegamos ao tão esperado e celebrado novo. Trabalhar com cor luz, desenvolver o 3D e mais uma infinidade de possibilidades. Apesar destes estudos não serem para os leigos, servem também para o seu desfrute. Toda o conhecimento estudado, desenvolvido e aprimorado de todos os séculos, desde os primórdios, pesam como o legado, a herança usada na prática simples do cotidiano das populações. Gosto de falar de tudo isso com muita reverência e relevância. Nada do que construímos foi fácil de se conseguir. Para o espectador e usuário atual, tudo é tão rápido e fácil que parece mágica, ou uma criação divina assim como um fruto, uma flor, um sol nascendo ou descendo no poente. Sim, é divino, mas também é o divino se manifestando em união aos seus filhos, homens de boa vontade, amor, coragem, fé, inspirados e dedicados. 
Se vc gostar do vídeo, dos posts ou do blog, por favor manifeste o seu entusiasmo no vídeo, deixando um "like", ou um simples comentário. Vc também pode deixar uma mensagem no Livro de Visita, lá no início do blog. 

21 de fev. de 2015

Underground em HQ

Leia toda a página em HQ no Blog BARCA e conheça nossa biblioteca de páginas raras e contemporâneas  da WEB.

Desde que a humanidade apareceu na face da Terra e precisou evoluir, abandonando antigos valore sociais estagnados e já prejudiciais a sociedade, surgiram espontaneamente os movimentos de "revolução" em favor de novos modelos de vida mais edificantes. A Contracultura, como o nome já diz, trabalha contra a cultura popular vigente, questionando abertamente o modo mecânico, condicionado e horizontal de massa. Em cada época, em que esta reação adversa emerge, sacudindo os valores humanos que são capazes de gerar conflitos sociais desumanos, a Contracultura recebe vários títulos e subtítulos diferentes, como por exemplo, o movimento Existencialista em 1940, A Semana de Arte Moderna em 1922. Segundo os historiadores atuais o termo Contracultura surgiu na década de 60 e o movimento de Contracultura dos anos 60, 70 e 80 recebeu o rótulo de movimento Hippie, por ter sido o  destacado entre outros grupos de igual natureza verticalista na época, a ganhar um maior número de adeptos em termos mundiais, eu participei naturalmente e ativamente em 70 e 80. Sua atuação essencial e pensadora foi de fato importante por que era um grande movimento que defendia várias frentes idealistas ao mesmo tempo. Contudo,  particularmente, as pessoas tendiam também a dar um enfoque maior e se aprofundavam sobre um determinado problema social, foi um belíssimo movimento cultural; uns tendiam a defender a ecologia, outros a vanguarda artística contemporânea, literária, musical, plástica ou teatral, outros enfocavam o feminismo, a paz mundial,  o movimento negro, a liberdade sexual, a cibernética,  questionavam a sociedade de consumo, observavam a religiosidade, filosofia, educação, ciência, política e abraçavam mais uns cem números de causas que também se entrelaçavam. Dentro da turma ativista ou movimento, não cabiam os separatismos raras as exceções em que as vezes as pessoas se contradizem, rsss... mas todo mundo estava mais interessado em evoluir e se esforçava para abandonar também os próprios defeitos. Nos anos 90 o movimento começou a se diluir, dando espaço às novas gerações. Podemos concluir que em muitos aspectos obtivemos conquistas radicais, mas muitas causas ainda estão em andamento e ainda estamos aí, mais underground do que nunca.


Desde 70 a minha atuação é do tipo universal e como artista plástica, escritora, musicista e etc, já naquela época fazia a minha parte sem dar uma importância relevante ao fato de ser mulher. Mas, conheci pessoas que faziam parte desta tendência, ora feminista ora feminina, sendo que o feminismo enfocava os direitos trabalhistas e o feminino evocava a personificação feminina como expressão, na obra de arte. Dentro da arte haviam várias vertentes questionadoras desde estudos sobre a arte em si mesma até a arte engajada, político social e existencial.  Eu também faço quadrinhos e gostaria de convida-los a frequentarem o meu blog underground tV MONTAGE, tV em HQ. Para postagem, entre no livro de visitas.

4 de out. de 2014

Nos Anos 70 de Contracultura

Xerox
1980 / 81

Comecei a desenhar e pintar com seriedade nos anos 70. Exatamente aos 17 anos resolvi finalmente o meu dilema de "Qual Carreira Seguir"; mas eu adorava música e ela me segue até os dias de hoje, como uma musa inspiradora, que as vezes me faz compor algo para emoldurar  criações em artes plásticas. Fiz este desenho em nanquin, para ser arte finalizado em xerox, ouvindo qualquer coisa entre Pink Floyd e Led Zeppelin. As máquinas de xerox chegaram no BR de repente em cada esquina da metrópole nesta época, RJ início de 80 e eu fiquei maravilhada com o resultado das tonalidades cinzas, do branco ao negro aveludado das primeiras máquinas. Foi uma sincera homenagem aos rapazes que estavam tocando naquele momento no aparelhinho de som . Não me lembro da data ao certo, lembro-me bem da cena, eu e uns amigos gostávamos de desenhar juntos, sentados no chão, cada um com sua prancheta e os materiais espalhados. Era muito divertido, isto nos mantinha concentrados por longas horas, em silêncio ouvindo som . (Continuo a postar mais tarde).

 

27 de jun. de 2011

Bico de Pena

....O original foi feito em nankin para tiragem gráfica em Off-Set. Nos anos 80 fiz algumas ilustrações gráficas. Desta forma não precisava vender os originais. Alguns inclusive eram criados com montagens, visando o produto final, ou seja, a Ilustração Gráfica propriamente dita. Certo dia, passando na porta da Biblioteca Nacional do RJ, depois de vender algumas ilustrações na Cinelândia para os transeuntes, resolvi doar esta ilustração e outra, que formam um par, para o acervo de Iconografia da Biblioteca, um lugar que sempre gostei de visitar e pesquisar. Ao fazer a doação, a moça da recepção que registra e recebe as doações, se espantou ao saber que se tratava de cópias e estranhou, por eu não fazer a doação dos originais. Expliquei a ela que se tratava de um par de gravuras, assim como gravuras em metal, Ponta Seca, Água Tinta ou feita em madeira, como a Xilo. Claro, que não é necessário destruir o original em nankin, conforme se faz com as placas das gravuras após as tiragens. O que percebi de interessante nisto tudo, é que o pessoal ainda não estava muito familiarizado com esta tendência artística de inclusão das artes gráficas, como um produto artístico final. Mas ela aceitou a doação de bom grado. Eu fiquei satisfeitíssima de ter uma obra minha no acervo. E se você tiver tempo e curiosidade para conferir, visitando a Biblioteca, pode encontrar esta ilustração Off-Set, que hoje já deve estar bem amarelada, afinal já faz mais de vinte anos!

....................................................................................................................................Nankin

Introdução

A gente nunca sabe se vai ficar mais conhecido
do que esperava ou menos do
que pretendia.